Sem alarde, Senado também cria CPI do Apagão Aéreo

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Yes! nós vamos ter espetáculo novamente. O circo acaba de erguer a lona. A CPI do Apagão Aéreo no Senado foi criada sem alarde pelos senadores que decidiram se antecipar à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de inquérito semelhante na Câmara. A instalação da CPI no Senado ocorreu às 17h30, pouco antes da manifestação do STF, com a leitura do requerimento pedindo a investigação, assinado por 34 dos 81 senadores. A Comissão, no entanto, só será efetivamente instalada no mês que vem, porque os líderes aliados e de oposição ao governo acordaram o prazo de 20 dias para a indicação de seus membros.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nem se deu ao trabalho de ler o requerimento da CPI. De seu gabinete, determinou que um funcionário levasse o documento ao plenário e passou a tarefa ao senador Mão Santa (DEM-PI), que presidia a sessão. A leitura não despertou polêmica. Nenhum tucano manifestou-se sobre a abertura do inquérito e nenhum oposicionista de plantão ameaçou o governo com as investigações que devem incluir a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).


O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), foi o único que destacou sua preocupação com prejuízos ao Congresso que as duas CPIs simultâneas, uma na Câmara e outra no Senado, poderão causar. "Isto pode acirrar a disputa entre as duas Casas e fazer com que tenhamos uma situação de mais descrédito para o Congresso", advertiu. O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), no entanto, fez questão de festejar a decisão como "uma demonstração de altivez" do Senado, que tornou "irreversível, com data marcada", o pedido da minoria para criar a CPI do Apagão Aéreo.

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