Emprego na indústria tem maior crescimento desde maio de 2005

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Em abril, o número de pessoas ocupadas aumentou 1,7%; Iedi considerou pequena a evolução

A indústria brasileira registrou em abril o maior crescimento, desde maio de 2005, no número de pessoas ocupadas, de 1,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, na série apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados foram positivos também na comparação com março (0,5%) e no acumulado do ano (1,4%) e em 12 meses (0,6%). O rendimento também mostrou expansão no mês.Na avaliação de Denise Cordovil, economista da Coordenação de Indústria do IBGE, o mês de abril mostrou uma 'resposta do emprego à maior atividade industrial, que está respondendo aos estímulos da economia, num cenário mais favorável, com redução de juros e crescimento da renda e da produção agrícola'.O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avalia, em relatório sobre a pesquisa, que os dados revelam 'um patamar ainda baixo de evolução' do emprego. A justificativa para o desempenho insatisfatório, segundo a avaliação do Iedi, é que o crescimento da produção industrial tem na sua principal base de sustentação os segmentos que não estão entre os mais empregadores, exceto no caso dos alimentos e das bebidas.De fato, segundo concorda Denise Cordovil, do IBGE, os resultados do emprego têm sido heterogêneos entre os segmentos pesquisados. A economista do IBGE observou que os mais intensivos em mão-de-obra, como calçados, vestuário e têxteis, continuam prejudicados pela valorização do real e reduzindo o nível de ocupação.Na comparação com abril do ano passado, o segmento de calçados e artigos de couro reduziu o número de empregados em 5,7% e o de vestuário, em 5,8%.

DESTAQUES

No sentindo contrário, os impactos positivos foram dados por setores que se destacam na atividade industrial, como refino de petróleo e produção de álcool (8,4%, com estímulo da demanda por etanol); alimentos e bebidas (4,4%, impulsionados pela safra e o consumo interno e produtos de metal (5,3%, embalados pela reação da construção civil) e máquinas e equipamentos (5%, com maior produção de bens de capital).Para Denise, apesar do fraco desempenho de alguns segmentos, a indústria mostra um momento positivo no mercado de trabalho. Ela destacou os dados do valor da folha de pagamento real do setor, que cresceu 1,4% em abril ante março e 5,9% ante abril de 2006, sob estímulo do controle da inflação e da própria reação do emprego. 'A atividade industrial está tendo efeitos mais visíveis no emprego', comentou a economista.Para o Iedi, no entanto, 'o crescimento do emprego industrial de somente 1,4% no acumulado deste ano até abril revela que seu patamar ainda é baixo para uma indústria e economia que, segundo o governo, podem crescer 4,5% no corrente ano'.

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