Brasil cobra vaga no Conselho de Segurança da ONU

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O Itamaraty espera que a Organização das Nações Unidas (ONU) retome ainda este ano a negociação para a reforma do seu Conselho de Segurança que permita o acesso do Brasil a uma vaga de membro permanente. A nova representante do Brasil na ONU, embaixadora Maria Luiza Viotti, vai assumir o posto dia 16 e três dias depois já enfrentará um debate sobre o polêmico tema na Assembléia-Geral. “A fase dos debates já se esgotou. Para nós, é importante criar um espaço de negociação”, afirmou ontem a embaixadora.


As discussões estarão concentradas no relatório preparado por um grupo de facilitadores. O texto recomenda a adoção de um “caminho intermediário” entre a maioria dos países da ONU, que quer ampliar o número de vagas permanentes do conselho, e dos que preferem aumentar as que não são permanentes.


Segundo Maria Luiza, isso já foi proposto pelo G-4, o grupo de apoio recíproco ao ingresso no conselho, formado por Brasil, Alemanha, Índia e Japão. Em 2005, o G-4 defendeu a criação de seis vagas permanentes, para seus quatro integrantes e dois países africanos.


A idéia nem foi debatida, porque a União Africana retirou seu apoio. Desta vez, a embaixadora acredita que o cenário é mais favorável. “Até os Estados Unidos deixaram a resistência anterior e incluíram o tema nas discussões com o Brasil em nível presidencial

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