O real continua sendo uma boa opção para investidores e, no longo prazo, poderá, como outras moedas que estão se fortalecendo, valer mais do que o dól

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O Ministério Público de Mato Grosso vai abrir um procedimento para apurar possível infração eleitoral e ato de improbidade administrativa por parte do prefeito de Cáceres (220 km de Cuiabá), Ricardo Henry (PP). Candidato à reeleição, Henry teve o nome incluído em uma das questões do concurso público aberto pela prefeitura e aplicado em 27 de abril a mais de 11,5 mil candidatos -o equivalente a 13% da população local e a 20% dos eleitores.

A pergunta estava na prova de "conhecimentos gerais" e exigia que se acertasse quem é o "prefeito de Cáceres". A questão só apresentava como opções variações de sobrenomes antecedidos por "Ricardo".

Havia ainda texto de apoio sobre como a cidade "procurou estruturar-se como importante porto fluvial nos últimos anos, incorporando-se à política de integração latino-americana". "Nunca tinha visto algo parecido", disse Wagner Antônio Camilo, promotor eleitoral local.

Henry é irmão do deputado federal Pedro Henry (PP-MT), inocentado na Câmara das acusações de envolvimento com o mensalão e os sanguessugas.
Em dezembro, o deputado teve o mandato cassado pelo TRE-MT por compra de votos e propaganda irregular. Liminar do TSE o mantém no cargo.
Segundo a assessoria da Prefeitura de Cáceres, a realização do concurso ficou "inteiramente" a cargo da empresa ACPI. A reportagem não conseguiu contatar a empresa.

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