Oposição vai insistir em novo depoimento de Dilma Rousseff

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A oposição já fez as contas e sabe que um novo depoimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Senado depende do voto de três parlamentares governistas considerados independentes. O mapa elaborado por assessores do PSDB mostra que as chances mais reais dos oposicionistas conseguirem emplacar uma nova intimação para a ministra está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por lá, a relação de forças entre governistas e oposicionistas é mais equilibrada.

O requerimento de convocação de Dilma na CCJ, feito pelo líder do PSDB no Senado Arthur Virgílio (AM), está a pelo menos três semanas na pauta da comissão, mas ainda não foi votado pelos senadores. Ao todo, na CCJ, são 23 senadores, sendo nove oposicionistas e 14 governistas.

A oposição quer o apoio dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Jefferson Peres (PDT-AM). Jarbas já é considerado voto certo. Na última semana, o peemedebista foi à tribuna reclamar que o primeiro depoimento da ministra em nada contribuiu para esclarecer o episódio do dossiê.

Além da possibilidade de convocar a ministra na CCJ ou em outras comissões permanentes do Senado, regimentalmente, os oposicionistas podem tentar recorrer ao plenário - o que não é interessante, uma vez que os governistas têm maioria. Outra ofensiva da oposição contra Dilma deve ganhar forma amanhã. Os deputados e senadores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões votam requerimentos de convocação de José Aparecido. Para incomodar ainda mais Dilma, os oposicionistas pretendem ouvir a versão do dossiê da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a quem tucanos e democratas atribuem a culpado dossiê.

Os governistas, por outro lado, querem colocar no banco dos depoentes da CPMI o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e seu assessor André Eduardo Fernandes, que teria recebido o e-mail de José Aparecido com o material do dossiê. "Precisamos ouvir o senador, mas ele tem outros espaços também como a tribuna e não necessariamente a CPI. Agora, o assessor precisa esclarecer se ele mexeu no material e, portanto, é o responsável pela montagem do dossiê", afirmou o senador João Pedro (PT-AM).

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