Caindo do pedestal

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Em entrevista à revista "Trip" que chega às bancas na próxima quinta, o norte-americano Joseph Wallach, 84, personagem fundamental na história da Globo, diz que finalmente existe concorrência na televisão brasileira, algo que a emissora sediada no Rio ainda não admite oficialmente.

Para ter qualidade é preciso gastar dinheiro. (...) A Globo, porque tem um padrão de qualidade, tem o dinheiro para gastar. (...) Mas a Globo está tendo concorrência agora, pela TV Record, por quê? Porque o bispo [Edir Macedo], que tem a igreja [Universal do Reino de Deus] com tanto dinheiro entrando, está inflacionando o mercado com esse dinheiro, fazendo a mesma coisa que a Globo", disse Wallach a Guilherme Werneck, que o entrevistou em Los Angeles, onde mora e cursa faculdade de história.

Ao lado de Boni e de Walter Clark, Wallach foi um dos pilares do que a Globo é hoje. Entrou na emissora em 1965, enviado pela Time-Life, que investiu US$ 6 milhões no negócio. Alvo de uma CPI, a Time-Life saiu da Globo, em 1970, mas Wallach continuou até 1980, cuidando das finanças. Na entrevista, Wallach afirma que a Globo se consolidou nos anos 70 porque investiu em qualidade e porque não tinha concorrência. Ele também diz que, com as novas tecnologias, a televisão "irá desaparecer". "O futuro é a internet, a televisão vai perder a força."

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