Cheiro de perdedor

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Diante do novo Datafolha, que mostra Geraldo Alckmin (PSDB) mais distante de Marta Suplicy (PT) e mais próximo de Gilberto Kassab (DEM), os apoiadores do ex-governador repetem que tudo vai melhorar porque "o Serra terá que ajudar", seja atraindo recursos, seja aparecendo ao lado do candidato. Mas não explicam como isso se dará, uma vez que Alckmin optou pelo ataque sistemático à administração que até outro dia era de Serra. No Palácio dos Bandeirantes, ouve-se que, tão logo "conseguiu arrancar" do governador uma declaração de apoio para exibir na TV, Alckmin "começou a esculachar a prefeitura". No Palácio do Anhangabaú, o clima é ainda pior.

Fúria 1. "A campanha do Geraldo é um tapa na cara do Serra", diz um tucano do primeiro escalão de Kassab. "É uma campanha de oposição. Só que o PSDB é governo."

Fúria 2. Um dos alvos da ira dos tucanos que integram a gestão Kassab é o ex-colega Floriano Pesaro. Recém-saído da Secretaria de Assistência Social, o candidato a vereador agora diz na TV que "uma cidade tão rica como São Paulo não pode ter mais de 150 mil crianças fora das creches e das escolas. Isso não pode continuar. É por isso que estou com Geraldo Alckmin. Ele vai criar vaga para todas essas crianças. Pode confiar!".

Aritmética. "O problema não é só virar casaca", diz um auxiliar do prefeito. "É que ele sabe bem que esse número está superfaturado. Nem a campanha da Marta usa." Ainda da Folha

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