Sem boquinha no cofre público

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Dona de 13 milhões de votos na disputa de 2006 para a Presidência da República - dos quais 178 mil em Alagoas, sendo 92 mil em Maceió -, a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) briga nesta eleição para conquistar, pelo menos, 20 mil votos que lhe garantam uma vaga como vereadora da capital alagoana.

Seu maior problema é o coeficiente eleitoral, que exige votação mínima do partido para conquistar vaga no Legislativo (especialistas dizem que ela ficará com 20 mil a 30 mil votos).

Por ser de um partido pequeno, Heloísa tem um desafio maior, já que pretende ajudar a eleger bancada de dois ou três vereadores com a sua votação.

O estranho é que a até então falante ex-senadora está muda. Sua campanha é feita nas ruas, com poucos assessores.

A agenda é mantida em segredo até para os correligionários do partido. Este isolamento tem gerado críticas de outros candidatos da legenda, que se sentem desprestigiados.

Mesmo no programa de TV do candidato a prefeito do PSOL, o engenheiro agrônomo e sindicalista Mario Agra - seu companheiro -, a ex-senadora não aparece.

SEM TEMPO

Oficialmente, o PSOL diz que Heloísa está sem tempo, pois corre atrás de votos numa campanha pobre. Para os adversários, ela estaria querendo distância da imprensa para não ter que falar de seu imbróglio com a Receita Federal.

A briga é de quando foi deputada estadual em Alagoas, ainda pelo PT - 1995 a 1998. Na época, ela recebeu cerca de R$ 300 mil como verba de gabinete. O dinheiro, para a Receita Federal, significou aumento de patrimônio e, portanto, precisava ser tributado.

A ex-deputada discordou. A autuação da Receita virou briga judicial. Ela ganhou na primeira e na segunda instâncias, mas perdeu nos tribunais superiores.

Heloísa Helena insiste em que verbas de gabinete não são tributáveis e que o assunto ainda não está encerrado no Judiciário.

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