Queda mais rápida dos juros é a saída

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Recomendação foi feita a Lula
A queda mais rápida da taxa básica de juros (a chamada Selic) é a única maneira de evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira este ano. Essa foi a recomendação feita ontem pelo pequeno grupo de conselheiros informais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio do Planalto, segundo fontes do governo.


A recomendação dos economistas ao presidente é mais uma pressão sobre o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que decidirá sobre a nova taxa Selic, no próximo dia 11. Meirelles, que participou do encontro, não se manifestou sobre a recomendação.


Além de Meirelles, a reunião no Palácio do Planalto contou com as presenças do ex-ministro da Fazenda e ex-deputado Delfim Netto, do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e do economista Luiz Gonzaga Belluzo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, também estiveram no encontro.


A avaliação feita pelos participantes da reunião foi que a crise internacional é mais grave do que inicialmente se imaginava. O quadro atual, segundo a análise apresentada ao presidente, aponta para uma recessão mundial este ano, com sério impacto negativo sobre o comércio internacional, o que afetará fortemente as exportações dos países emergentes, como o Brasil.


O receio dos economistas que estiveram com o presidente é que a pequena queda da expectativa do mercado para a inflação deste ano, que não acompanha a expectativa de forte redução do crescimento econômico, leve o Copom a ser conservador quando for definir a nova Selic.


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