Irmão de ministro é investigado pela PF

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Relatório de equipe de inteligência da Polícia Federal coloca o administrador de empresas Victor de Souza Martins, irmão do ministro Franklin Martins (Comunicação Social), no centro de um suposto esquema para aumentar a fatia de prefeituras na distribuição de royalties de petróleo, pagos essencialmente pela Petrobras. Royalties são compensações que as empresas produtoras de petróleo pagam à União e aos Estados e municípios onde se localizam a produção, o armazenamento e a distribuição do produto. Victor Martins é diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Combustíveis) desde 2005. Entre outras atribuições, cabe a ele e a outros dois diretores da agência arbitrar se um município deve ou não receber royalties. E se o valor recebido deve ser revisto. Segundo o documento da PF, Victor Martins teria "lançado mão de informações privilegiadas" para convencer prefeitos a contratar os serviços da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa que tem entre os sócios e dirigentes sua mulher, Josênia Bourguignon.


É "tempestade em copo d'água", afirma ANP

O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, disse que a investigação da Polícia Federal sobre possíveis desvios na receita de royalties não passa de "tempestade em copo d'água". Segundo ele, não há indícios de que a ANP e "muito menos o diretor Victor Martins" tenham tido conduta irregular na questão da distribuição aos municípios de recursos provenientes da exploração de petróleo. "O Victor Martins se caracteriza dentro da ANP como um diretor chato, o cara que fica espezinhando. Ele está longe de ser um diretor liberal, é um diretor muito rigoroso, muito preciosista", disse Lima, depois de participar de debate sobre a crise econômica, no Rio.

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