O tour da família Zoghbi

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O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), descartou ontem abrir uma investigação contra o casal de servidores João Carlos Zoghbi e Denise Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos da Casa e ex-diretora do Instituto Legislativo Brasileiro (Unilegis). Os dois viajaram utilizando a cota de passagens de integrantes da Câmara. Foram a Madri, em março de 2008, com bilhetes emitidos pelos gabinetes dos deputados Raymundo Veloso (PMDB-BA) e Zé Geraldo (PT-PA), segundo revelou o portal Congresso em Foco.

Para Heráclito, o problema compete à Câmara. “Esse é um assunto nebuloso. Ele (João Carlos Zoghbi) é funcionário do Senado, mas usou a cota de passagens da Câmara. Não há como tomarmos providências aqui. Quem tem que tomar providência é a Câmara”, afirmou. O primeiro-secretário disse que, para o Senado, o assunto “farra de passagens” está resolvido com a decisão da Mesa Diretora de estabelecer restrições ao uso da cota. Ficou definido que apenas os parlamentares poderão utilizar o benefício e em território nacional.

Outros parentes de João Carlos foram contemplados com passagens da cota de parlamentares. Em 2007, Ricardo Zoghbi, filho do servidor, teria ido a Paris com bilhete da cota de Aníbal Gomes (PMDB-CE), enquanto Luiz Fernando Zoghbi teria viajado para Madri, em 2008, na cota de Armando Abílio (PTB-PB).

Ainda segundo o Congresso em Foco, foi registrado um total de 42 viagens com cotas de integrantes da Câmara em benefício da família Zoghbi. O site informou que as viagens foram pagas com as cotas de passagens de 12 parlamentares diferentes e tiveram como passageiros sete integrantes da família. Ex-diretor de Recursos Humanos, Zoghbi perdeu o cargo após a revelação, pelo Correio, de que cedera apartamento funcional a que tinha direito para um dos filhos ocupar, enquanto morava numa mansão do Lago Sul.

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