Políticos somem da festa do Dia do Trabalho em SP

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Em meio à crise de imagem do Congresso Nacional, o discurso político sumiu da pauta das comemorações do Dia do Trabalho da Força Sindical na capital paulista. O evento reuniu 1 milhão de pessoas na praça Campo de Bagatelle, na zona norte da cidade, mas ficou de fora da agenda dos principais atores políticos do País, contrariando a tradição das grandes celebrações de 1º de Maio. A festa em São Paulo correu sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou de governadores.

Uma mensagem do presidente e ex-sindicalista será transmitida ao vivo em telões instalados na praça até o final da tarde. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência em 2010, enviou aos diretores da Força um discurso por escrito.

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), o petista Antonio Palocci, cotado para concorrer ao governo do Estado em 2010, e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), articuladora da candidatura de Dilma em São Paulo, confirmaram presença, mas faltaram. Temer vem enfrentando críticas por abusos de deputados no uso de passagens aéreas e na contratação de funcionários com verbas da Casa.

Os três participariam de um ato político, que acabou por reunir o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, o senador Eduardo Suplicy (PT), os deputados federais Ciro Gomes (PSB) e Aldo Rebelo (PCdoB) e o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Espremido entre 30 apresentações musicais, o ato político não levou mais do que meia hora. Falas curtas e pedidos de combate à corrupção e de rebaixa da taxa de juros dominaram os discursos.

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