Que mentira

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Ao depor no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) se fez de vítima e disse que nem ele nem a família podem sair às ruas porque todos só o relacionam com o seu castelo (avaliado em R$25 milhões e declarado por valor inferior à Receita). Disse que está sendo condenado previamente e partiu para o ataque a seu antigo partido, o DEM, e ao corregedor, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), afirmando que todos estão sob suspeição e não podem participar de seu julgamento.

Edmar insistiu que seu castelo foi adquirido antes de se tornar parlamentar. Mas pouco tratou das irregularidades no uso da verba indenizatória detectados pela comissão de sindicância da Corregedoria, que sustenta o processo por quebra de decoro contra ele no conselho.

- Qual foi o erro em levar para minha cidade um empreendimento que poderá dar emprego e renda? Quis o destino que o formato fosse um castelo, que caiu no imaginário popular. Poderia ser um iglu, ser piramidal. Foi um castelo, assim decidiram os arquitetos - disse Edmar, que, ao depor, ficou com a voz embargada.

Edmar reagiu porque, no depoimento a portas fechadas à comissão de sindicância, deu declarações comprometedoras. Admitiu ser o único cliente de sua empresa de segurança Ronda, falida, e que não registrava os funcionários.

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