A gritaria da imprensa marrom

| |


O nascimento do blog da Petrobras, veio na melhor hora. No momento oportuno. Quando estava sendo detonada pela imprensa brasileira, que, convenhamos, é oposição ao governo Lula e a tudo que ele tem feito para o nosso país.

A imprensa, sonha em levar ao poder o PSDB, o partido da imprensa.Por esse motivo, todos os nossos jornais estão dando munição -ou estava dando- para que os políticos da oposição.

A farra acabou. A partir da criação do blog, pudemos conhecer a manipulação da imprensa. As perguntas feitas a estatal, não são publicadas. Em campo entra a opinião do jornal e jornalista. A matéria são destorcidas e manipuladas.O desespero dos jornais está de tal forma que, agora, eles procuram especialistas para dar opiniões sobre a conduta do blog da Petro.

Veja essa do Globo...

A Petrobras criou um monstro para si mesma'
Autor(es): JOSÉ PAULO CAVALCANTI
O Globo - 09/06/2009



Ex-integrante do Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional, e consultor da Unesco, o jurista pernambucano José Paulo Cavalcanti diz acreditar que a Petrobras deu um tiro no próprio pé ao criar um blog para responder aos questionamentos da imprensa brasileira.

O GLOBO: Como o senhor viu o lançamento do blog "Fatos e Dados"?

JOSÉ PAULO CAVALCANTI: Isso é uma bomba atômica. A Petrobras está criando um monstro contra ela mesma. E isso é muito bom. Daqui a pouco, ela terá dificuldade de começar a responder. Vai ficar a dúvida: responde a uma e não responde a outra?

O blog intimida a imprensa?

CAVALCANTI: A Petrobras foi deselegante e desatenciosa com jornais e jornalistas. Mas seguramente não haverá uma segunda vez.
Os repórteres serão mais cuidadosos com as perguntas. Se ficaram chateados agora, na próxima vão camuflar para impedir a exposição antecipada. Mas ilegal o blog não é.
Do ponto de vista da democracia, pode representar até avanço quando uma entidade com a Petrobras adota essa política.

O senhor acredita, mesmo, que a intenção do blog seja a da transparência?

CAVALCANTI: Não consigo acreditar que seja para valer. Mas temos de dar um crédito de confiança. O passo seguinte, se a ideia é a abertura ampla, será a exposição de todas as questões que envolvem a empresa.
Sendo assim, é bom que eles abram os flancos. Deveriam mostrar, em sua diretoria, de que partidos foram as indicações, quanto eles recebem, os contratos gerenciados por eles, os critérios no financiamento de ONGs e eventos patrocinados pela estatal.

O senhor acha possível que “Fatos e Dados" mereça crédito de confiança?

CAVALCANTI: Precisam enxergar as oportunidades. Será mesmo bom ou ruim para a Petrobras? Se ela estiver disposta a atender a todas as questões, ganhamos todos. Se quiser escolher as perguntas a responder, perde todo o mérito. Só o futuro vai dizer se a Petrobras merece esse elogio. Se é para abrir tudo, os jornalistas devem cobrar. A empresa não sabe o risco que está correndo. Isso é um jogo de xadrez.

E se a Petrobras manipular o blog?

CAVALCANTI: Se virar um artifício propagandístico, perderá a grandeza democrática.
É preciso fazer como os franceses, por exemplo. Quando pesquisava acidentes nucleares, conheci um arquivo em Paris, Documentação Francesa, que franqueava todos os documentos. Naquele país, a lei de acesso à informação pública é bem definida.

Oras, a imprensa nunca deu importância a BLOGS. Porque o desespero?Os jornais não gostaram do blog. A Associação Nacional dos Jornais, que reúne as empresas proprietárias desses órgãos, soltou ontem uma nota

E bom observar

Não procede a reclamação da ANJ, de que a Petrobras teria rompido algum compromisso de confidencialidade entre a fonte e o veículo de imprensa. Esse compromisso nunca existiu. O que existe é o princípio de resguardo da fonte por parte de jornalistas. Não existe dever subjetivo da fonte de resguardar o jornalista. As fontes não estão presas à confidencialidade que a ANJ menciona.

Qualquer pessoa que já tenha sido fonte da imprensa sabe que entre o que se informa (por declaração, por escrito ou num relatório formal) a um jornalista e aquilo que sai publicado vai uma distância. Quando o repórter é um profissional correto, e quando o veículo em que trabalha também é, essa distância é geralmente pouco relevante. No entanto, em particular na imprensa escrita e nos noticiários da televisão, o processo de edição, em que se corta muito do que a fonte informou, pode levar a citações fora de contexto ou incompletas. (Já quando jornalista e/ou veículo são desonestos, o que sai publicado é qualquer coisa.) Assim, de modo a resguardar aquilo que se informou à imprensa, a iniciativa de publicar perguntas e respostas pode contribuir para a melhoria das práticas profissionais da área.

0 Opinaram:

Postar um comentário