PSDB pressiona governador a assumir já que é o candidato

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A cúpula do PSDB quer que o governador de São Paulo, José Serra, assuma de vez a candidatura presidencial, como parte da estratégia para ver se, depois de vitaminado pelas inserções do partido no rádio e na TV, ele pode recuperar as intenções de voto que já perdeu e superar o teto exibido nas últimas pesquisas. O PSDB tem um volume grande de inserções para exibir em rede nacional e nos Estados a partir de outubro e não quer desperdiçar o palanque disseminando dúvidas.

Para pressionar Serra a tomar uma decisão, o comando tucano tem defendido a posição de que "mostrar dois candidatos na televisão é o mesmo que não mostrar nenhum". A ideia é, sem esconder líderes nacionais, como o governador Aécio Neves (MG), fazer de Serra o personagem central dos próximos programas. Serra, que já teve 42% das intenções de voto (CNT-Sensus de agosto), apareceu com 35% das intenções na última pesquisa CNI-Ibope, divulgada na terça-feira passada.

O PSDB quer que Serra passe a se exibir como candidato, falar como tal e passear pelo País na condição de tucano que pleiteia a cadeira de presidente. Com o processo sucessório em curso, as articulações para compor palanques e coligações Brasil afora começaram e a indefinição prejudica o PSDB.

Os negociadores dos demais partidos se recusam a tratar de alianças com dirigentes tucanos. Perguntam se o PSDB vai optar por Serra ou se há chances de o escolhido ser o governador mineiro, porque querem negociar com o presidenciável, não com uma possibilidade. Todos exigem a participação do candidato nas conversas para que seja o fiador dos acordos.

MAU SINAL DUPLO

Os resultados do levantamento CNI-Ibope foram lidos como um mau sinal duplo pelos tucanos. Primeiro, porque o governador paulista caiu quatro pontos porcentuais em relação à pesquisa de junho. Depois, porque Aécio apareceu sempre atrás dos candidatos governistas, Ciro Gomes (PSB) e Dilma Rousseff (PT).

Assediados por prefeitos que participaram de um encontro nacional em Brasília, nesta semana, os parlamentares tucanos ficaram impressionados com a percepção geral de que Aécio não é mais candidato a presidente.

A pergunta que mais ouviram, independentemente da legenda dos prefeitos, foi sobre a possibilidade da chapa puro-sangue, em que o mineiro aceitaria ser vice de Serra, na expectativa de tornar o PSDB supostamente "imbatível" em 2010.

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