Uma história estranha

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A Polícia Federal não prestou qualquer tipo de apoio ou consultoria nos procedimentos de segurança adotados para garantir o sigilo das provas do Enem.

Ontem, a PF alegou que não teve qualquer participação no processo porque foi proibida em 2005, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de fazer esse tipo de atividade. Ah o TCU. Aparelhado pelo DEM e PSDB a serviço da oposição. Ah o TCU, que vê superfaturamento e bloqueia todas as obras do PAC, para prejudicar Dilma e favorecel José Serra.

O pedido de apoio foi feito pelo MEC, e, em julho, foi realizada reunião com integrantes do Inep — órgão do ministério —, em que a PF informou que não poderia participar do processo. Antes de 2005, a PF guardava as provas nas superintendências até o dia do exame.

Do edital do novo Enem, liberado em junho, consta a exigência de interação entre o consórcio vencedor e a PF. O edital chega a mencionar que as viagens de policiais seriam pagas pelo Inep.

Após a reunião, não houve qualquer tipo de correção no edital. Mas o uso de vigilância armada e monitoramento por câmeras durante 24h ficou apenas a cargo do consórcio.

O documento só dizia que número de vigias e o tipo de armamento a ser usado fica a critério da empresa.

Pelo edital, o consórcio Connase deveria empregar seguranças armados e filmar por 24 horas todos os locais onde a prova é manuseada. As fitas deveriam ser entregues ao Inep em até três dias, sem edição.

Todas as pessoas que trabalham para o consórcio devem assinar termo de confidencialidade. E para ingressar na gráfica e no centro de distribuição, precisariam passar por detectores de metais.

A entrada de qualquer equipamento eletrônico também é proibida no edital, para evitar fotos ou repasse de informações por celulares.

Qualquer material inutilizado precisa passar por “trituração dupla e picotamento duplo na sede” da empresa.

Em São Paulo, a PF abriu inquérito ontem de manhã para investigar os responsáveis pelo vazamento. Um delegado da área fazendária iniciou os trabalhos ontem mesmo. Estava previsto que dois repórteres de “O Estado de S. Paulo” seriam ouvidos pelo delegado, na tentativa de identificar os homens que tentaram vender cópia das provas para o jornal, por R$ 500 mil.

A PF pretende ouvir ainda funcionários da Gráfica Plural,da Folha de S.Paulo, onde as provas foram impressas

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