Kassab jogando no lixo dinheiro público

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Depois de desistir da criação de cinco corredores de ônibus na capital paulista, mudar o projeto previsto para a Avenida Celso Garcia e transferir para o Metrô o Expresso Tiradentes, a Prefeitura de São Paulo começa hoje a licitação para instalar 34 km de monotrilhos na zona sul. O sistema, adotado principalmente em cidades asiáticas e inédito no País, terá dois trechos, ligando o terminal Jardim Ângela à Vila Olímpia, de um lado, e à Vila Sônia do outro.

A notícia foi dada menos de uma semana depois de a Prefeitura confirmar que havia desistido de construir um outro monotrilho na Avenida Celso Garcia e que pediria dinheiro ao governo federal para fazer uma linha do metrô nessa via. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) espera inaugurar as primeiras estações até o fim de seu mandato. E o restante, antes da Copa do Mundo de 2014. O projeto da obra custará R$ 50 milhões e deve ser concluído até o fim do ano que vem. Primeiro, serão construídos 11 km de linha, entre o Terminal Jardim Ângela e o Largo 13, em Santo Amaro. Essa etapa custará em torno de U$ 800 milhões e será bancada pela Prefeitura. A segunda etapa, que inclui os outros 23 km, ficará a cargo da iniciativa privada, que em contrapartida poderá operar todo o sistema. “É algo similar ao que foi feito no Rodoanel.”

O monotrilho é um tipo de metrô leve, que trafega sobre um trilho único, com pneus. Em São Paulo, cada composição terá no máximo seis vagões, com capacidade para transportar 30 mil passageiros por hora. Segundo a Prefeitura, o intervalo entre os trens será de um minuto e meio e a tarifa cobrada será a mesma do Metrô - 10% mais alta que os ônibus.

O custo de cada quilômetro de linha para monotrilho é de U$ 75 milhões, em média - o dobro do investimento para a criação de corredores de ônibus e a metade do necessário para se fazer metrô. “Avaliamos que esse é o sistema com o menor impacto ambiental e urbanístico. É de construção mais rápida e permite a requalificação da área”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes.

Segundo ele, está prevista a construção de praças e ciclovias no entorno das linhas. Entre os benefícios, Moraes ressaltou o fato de ser um transporte silencioso, que não polui, por ser movido a eletricidade, e que pode ser feito com menos desapropriações.

Para o presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense, a escolha do sistema deve levar em conta a demanda de passageiros. “O corredor de ônibus não consegue superar os 20 mil por hora. E quando passa disso temos o monotrilho e o metrô.” Ele critica o investimento em novos sistemas sem a adoção de política de uso do solo. “Se as pessoas continuarem longe do trabalho, da escola, as tarifas serão altas e os mais pobres serão punidos.”

PERCURSO

O primeiro trecho do monotrilho terá 11 km, entre terminal Jardim Ângela e o Largo 13, seguindo um traçado alternativo ao do atual corredor de ônibus

O sistema vai integrar com a linha 9 (Esmeralda) da CPTM, na Estação Socorro, e com a linha 5 (Lilás) do Metrô, na estação Santo Amaro. O primeiro trecho vai até a estação Vila Olímpia da CPTM

O segundo trecho vai do Terminal Jardim Ângela até estação Vila Sônia do Metrô (linha amarela), passando por Capão Redondo e Campo Limpo

1 Opinaram:

Siqueira disse...

Acho a idéia do Monotrilho muito boa. conheço a região e sei que uma nova via para melhorar a fluidez exigiria muita desapropriação. Desta meneira os prejuízos para a população serãop menores e os benefícios parecem muito bons. Vamos ver se realmente vão acontecer.

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