Arruda é acusado de espionar adversários

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Ainda mais debilitado política e juridicamente pela suspeita de subornar importante testemunha do “mensalão do DEM”, o governador José Roberto Arruda (ex-DEM) agora é acusado de espionar e montar dossiês contra rivais. Na sexta, a deputada Érika Kokay (PT) enviou à Secretaria de Segurança do Distrito Federal pedido de informações sobre episódio ocorrido dois dias antes: agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil prenderam, diante da Câmara Legislativa, dois policiais civis de Goiás com escuta ambiental.

Os policiais, segundo a deputada, estavam a serviço de auxiliares de Arruda, com a missão de gravar conversas nos gabinetes de opositores do governador. “Recebi a informação de que eles disseram, em depoimento, que foram contratados por Fábio Simão”, contou Érica. Simão era chefe de gabinete de Arruda até o mensalão. Depois da descoberta do suposto esquema de espionagem, o diretor-geral da polícia do DF, Cleber Monteiro, pediu exoneração.

A ofensiva incluiria a elaboração de dossiês contra adversários de Arruda. Um dos alvos é o jornalista Édson Sombra, testemunha-chave do caso e amigo de Durval Barbosa, ex-secretário de Arruda e denunciante do mensalão. Na quarta, suposto emissário de Arruda foi preso ao entregar R$ 200 mil a Sombra para que lançasse dúvidas sobre vídeos feitos por Barbosa.

O assessor de Arruda, André Duda, nega que o governador esteja por trás dos dossiês e grampos.Ft

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