Taxa de desmatamento em 2010 na Amazônia é a menor desde 1988

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O presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Gilberto Câmara, anunciou nesta quarta-feira (1º) que o índice de desmatamento da Amazônia é 14% menor em relação ao ano passado e o total de áreas desmatadas é o menor desde criação do Prodes (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia) em 1988, que monitora o desmatamento do tipo “corte raso”. “2010 teve a menor taxa desde 1988, em cima de uma redução de 45% verificado em 2009”, destacou. “O número de corte raso de 6.450 quilômetros quadrados tem margem de 10% para mais ou menos”, completou.

Câmara ressalta que houve redução nos três Estados que “normalmente” apresentam mais desmatamento: Rondônia, Mato Grosso e Pará. Segundo ele, as reações "enérgicas" do governo de inspeção policial e demarcação de unidades de conservação auxiliaram a chegada a este resultado.

“É o menor dos menores (...). Um sonho que a gente está conquistando e o ministério do Meio Ambiente consolida”, comemorou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, também foram oficializada a assinatura de títulos de concessão a 2.585 famílias ao direito real de uso de seis reservas extrativistas e em uma floresta nacional, distribuídas pelos Estados do Acre, Ceará, Rondônia e Santa Catarina.

Segundo os dados do MMA (Ministério do Meio Ambiente), agora, sobe para 21.292 o número de famílias beneficiadas desde 2003 com os contratos de concessão de uso da terra em unidades de conservação. Em contrapartida, eles deverão seguir um plano de manejo.
Unidades de conservação

Também foi firmado um contrato que repassa ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade) a gestão exclusiva de quatro unidades de conservação, com um total de 1, 4 milhão de hectares. São eles: o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE); Reserva Biológica de Uatumã (AM); a Floresta Nacional Santa Rosa do Purus (AC) e o Parque Nacional de Juruena (entre Mato Grosso e Amazonas).

No evento, também foi assinado o decreto do macrozoneamento econômico-ecológico da Amazônia Legal que objetiva, de acordo com o MMA, recuperar as áreas degradadas, instalar sistemas de gestão de manejo e implementar sistemas de agroflorestais – sem a ocupação de novas áreas.

Os dados oficiais indicam que há 30 milhões de hectares que podem ser recuperadas e incorporadas à produção agropecuária. No entanto, a Amazônia tem 40% de áreas protegidas, compostas por unidades de conservação e reservas indígenas.

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