Boa noite, Dilma!

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Sabe Deus que diabos Dilma Rousseff botou na bebida do Arnaldo Jabor, mas não foi só na dele não! Um a um, os chamados formadores de opinião – ô, raça! – estão todos se rendendo aos encantos da presidente. A mulher-poste que o Lula elegeu não existe mais. Quarenta dias depois da posse, transformou-se em gestora séria e competente, discreta e combativa, hábil e incorruptível, surpreendente. Ninguém ainda salientou no jornal a doçura de seu sorriso, mas, a julgar pelo que o Nelsinho Motta andou escrevendo dia desses, é questão de tempo.

Já era outra Dilma quando voltei de férias, ou seja, perdi o momento da virada no noticiário. Há uma semana não faço outra coisa senão tentar entender o que ela fez para mudar sua imagem tão radicalmente sem precisar ir ao Kamura. Cá pra nós, somando o nó tático no PMDB ao corte no Orçamento, mais a peitada nos sindicalistas e a bronca pelo apagão, noves fora não justifica a gratíssima surpresa que vem despertando até em quem não dava nada por ela.

O que talvez a tenha tornado irresistível é a ausência do Lula que sua presença na Presidência proporciona. Não é nada, não é nada…Tuty

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