Banco do Brasil lança Agenda 21

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O Banco do Brasil quer fazer parte do seleto grupo de instituições financeiras listadas no principal índice acionário de sustentabilidade no mundo, o Dow Jones Sustainability Index (DJSI). Hoje, a instituição tem preenchido relatórios que pedem a inclusão das ações do banco na listagem. Em meio ao esforço socioambiental, o BB prepara-se para ser a primeira empresa brasileira a lançar sua Agenda 21, documento com diretrizes econômicas, sociais e ambientais.

O lançamento será feito amanhã pelo presidente do banco, Francisco de Lima Neto. Nesta semana, a diretoria do BB tem preenchido formulários para tentar incluir as ações do banco no DJSI. Executivos do banco dizem que a análise do pedido poderá sair em pouco mais de 60 dias. O vice-presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade socioambiental do banco, Luiz Oswaldo Moreira de Souza, acredita que uma possível inclusão das papéis no índice daria mais visibilidade ao banco. "Não estávamos antes porque o free float (percentual de ações negociadas no mercado) não permitia. Agora, se entrarmos, o investidor poderá procurar mais a ação no exterior", diz o executivo ao citar possíveis benefícios para o acionista. Se aceito, o BB será a terceira instituição latino-americana a ser listada no índice, ao lado dos também brasileiros Bradesco e Itaú. O Unibanco chegou a figurar na lista durante dois anos, mas foi retirado do índice. Atualmente, o Brasil tem apenas cinco empresas listadas. Além dos dois bancos privados, estão a Aracruz, Cemig e Petrobras. No mundo, apenas 33 bancos receberam o selo do DJSI.

Amanhã, a maior instituição financeira brasileira lança a primeira Agenda 21 corporativa do Brasil. Prevista na Rio 92 como o principal compromisso econômico, social e ambiental dos poderes público e privado, o documento de 104 páginas vai trazer as premissas do BB para o médio e longo prazo. Moreira de Souza explica que o lançamento vai trazer ao público um conjunto de princípios que passarão a permear os negócios da empresa. "Passaremos a implementar metas e prazos para alguns parâmetros", diz.

Um dos exemplos é o programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). Atualmente, o banco atende 200 mil famílias carentes com o apoio à implantação de cadeias produtivas que possam dar vida econômica própria aos locais. Um dos objetivos do banco nas DRS é apoiar empreendedores com a oferta de crédito e outros serviços bancários. A Agenda também vai consolidar estratégias já usadas pelo banco, como a concessão de créditos sob os critérios do Princípios do Equador, que impede financiamento de empreendimentos que gerem impacto no meio ambiente ou usem trabalho ilegal, entre outros.

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