Bate-boca e acusações no depoimento de Calmon

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O depoimento do advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, ao Conselho de Ética do Senado, ontem à tarde, foi marcado por bate-bocas com aliados de Renan Calheiros, presidente da Casa. Calmon acusou Renan de propor um pagamento "extra-oficial" de R$ 9 mil depois do reconhecimento da paternidade da filha de três anos que tem com a jornalista.

Presente à sessão, o advogado do senador, Eduardo Ferrão, negou a informação. O lobista da construtora Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, em depoimento logo depois de Calmon, reiterou que o dinheiro entregue à jornalista era do próprio senador.

Hoje, o presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), deverá indicar um novo nome para relatar o processo contra Renan Calheiros, por suposta quebra de decoro parlamentar. Ao final da sessão do conselho, Sibá disse que caberá ao relator analisar o resultado da perícia sobre os documentos apresentados por Renan para comprovar rendimentos de R$ 1,9 milhão com venda de gado.

Ontem, o então relator, senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), autor do relatório favorável a Renan, pediu afastamento de dez dias por motivos de saúde. Durante o dia, Sibá chegou a afirmar que o relatório de Cafeteira não poderia ser alterado pelo novo relator. Mas voltou atrás.

Amanhã, quero me cercar disso tudo - afirmou.

Com a recusa de alguns senadores em assumir a função de Cafeteira, o próprio Sibá avocou para si ontem a função de relator durante os depoimentos do advogado Pedro Calmon Filho, e do lobista Cláudio Gontijo. Entre os senadores que não aceitaram a relatoria, estavam Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Valter Pereira (PMDB-MS).

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