Garotinho e Rosinha inelegíveis

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Cinco dos seis juízes do colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro decidiram, numa longa sessão na noite de ontem, pela inelegibilidade dos ex-governadores Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha. Os magistrados também determinaram a cassação do mandato do deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ), que responde ao processo por crime eleitoral.

Pudim foi o candidato à Câmara mais votado do Estado nas eleições de 2006, com cerca de 274 mil eleitores.

O ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) Henrique Ribeiro também se torna inelegível, de acordo com o voto dos juízes. A decisão prevê multa de 100 mil Ufirs aos quatro acusados.

O presidente do TRE, desembargador Roberto Wider, vai anunciar quinta-feira o resultado do processo, já que o juiz Rudi Loewenkron pediu vistas, sem anunciar seu voto - o que, no entanto, não mudará o resultado do julgamento.

O relator do processo, juiz Márcio Costa, argumentou que, durante reunião, dia 12 de setembro de 2006 - em plena campanha - na fazenda do médico José Carlos Araújo, em Sapucaia, Garotinho prometeu asfaltar ruas em troca de votos para Pudim.

Os magistrados Jacqueline Montenegro, Rodrigo Oliveira, Luiz Serra e Maria Cisne Cid votaram a favor da punição, acompanhando a posição do relator.

O advogado do casal Garotinho, Sérgio Mazzillo, alegou que o julgamento não terminou, por causa do pedido de vistas.

No final da noite, Garotinho distribuiu a seguinte nota:

""Eu e a governadora Rosinha temos a clareza de que as obras realizadas para o povo de Sapucaia não tiveram interesse eleitoral. Beneficiaram a população. Este é mais um ato de injustiça. temos fé que vamos recorrer e vencer, para que possa prevalecer a justiça"".

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