A culpa é o Lula.


Gente! Estou pasma com a Folha. Para mim é uma aventura abrir as páginas do jornal, me deparar que para seus jornalistas, esse mundão brasileiro não há nada que preste, tudo vai de mal a pior.

Se não, vejamos o que diz aqui o editorial desta manhã linda de quinta-feira: "Com a economia crescendo em torno de 5%, há mais carros em circulação -quase 50 milhões, no Brasil todo- e renda para adquirir combustível e bebida. Muitos teriam optado pelas estradas, ainda, por falta de confiança na aviação em crise"

Pois não é um achado? Quer dizer que a culpa dos acidentes no natal é da economia que vai bem, do povão finalmente pode adquirir seu carro, e ainda de quebra ter dinheiro no bolso?: Resumo da ópera. A culpa é do Lula!

Ai, vem a propaganda para os tucanos.:"A principal diferença entre estradas paulistas e federais está na qualidade". Claro! a Folha, cabo eleitoral do Zé Serra, não ia deixa-lo de fora. Evidente que não, né?. Mas.... e ai, os acientes foram apenas nas rodovias federais?. E aquela família inteira que morreu em São Paulo ontem? Foram 7 pessoas, segundo conta aqui o JN da Globo. Silêncio na Folha!

Então...para dar uma acalmada no pessoal "folheiro" vem a Polícia Rodoviária aqui:
"Polícia culpa motoristas por mortes recordes em rodovias" e Segundo a Polícia Rodoviária, condições das estradas melhoraram, mas motoristas estão "mais agressivos"; policiamento será reforçado ... Ahhhh bom! Encontramos alguém de bom-senso


Vou ajudar meus dois leitores que não assinam a folha. Aqui está o editorial na integra.

Natal trágico nas estradas
O ANO 2007 termina mal, no que respeita a acidentes e mortes nas estradas durante o feriado natalino. Contra o padrão usual da imprudência sobre rodas, houve mais mortes no Natal do que no Carnaval.


Nas estradas federais, o saldo de 2.561 acidentes é desalentador. Foram 196 mortes em cinco dias. A média de óbitos por dia de feriado subiu 74,2%, para 39,2, em relação ao Natal de 2006.
Com a economia crescendo em torno de 5%, há mais carros em circulação -quase 50 milhões, no Brasil todo- e renda para adquirir combustível e bebida. Muitos teriam optado pelas estradas, ainda, por falta de confiança na aviação em crise. São explicações plausíveis, assim como a imprudência do condutor brasileiro, destacada pela Polícia Rodoviária Federal (81% dos acidentes ocorrem em pista avaliada como boa e 71% em retas).


Há mais fatores envolvidos que o crescimento vegetativo de desastres, contudo, como sugerido pela comparação com estradas paulistas. Registraram-se nestas 44 mortos por volta do Natal, ou 8,8 por dia; em 2006, haviam sido 30, ou 7,5 por dia. Um acréscimo lamentável, também, mas não equivalente, de 17,3%.
A principal diferença entre estradas paulistas e federais está na qualidade. Do asfalto à sinalização e do policiamento ao número de radares fixos, a superioridade das primeiras é patente.


Além disso, norma estadual proíbe a venda de bebidas alcóolicas ao longo de tais vias. Ainda que não haja nada a comemorar, pois as próprias estradas paulistas se tornaram menos seguras, fica evidente que manutenção e fiscalização não revertem só em eficiência e conforto, mas em vidas poupadas.


O governo Lula deu um passo na direção correta, em outubro, ao leiloar seu primeiro bloco de sete estradas. Que esse gesto de superação do preconceito antiprivatista frutifique, abrindo novo ciclo de investimento nas rodovias federais e no restante da infra-estrutura do país.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2712200702.htm


Polícia culpa motoristas por mortes recordes em rodovias

Segundo a Polícia Rodoviária, condições das estradas melhoraram, mas motoristas estão "mais agressivos"; policiamento será reforçado

ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Balanço final da Polícia Rodoviária Federal, divulgado ontem, revelou que o feriado do Natal foi o mais violento do ano nas estradas federais e, na comparação com igual período, o que teve maior número de morte em duas décadas. Em cinco dias, foram registradas 196 mortes, 117,7% a mais do que no feriado do ano passado, que teve um dia a menos.
Para o coordenador de controle operacional da PRF, Alvarez Simões, foi um "Natal sangrento", por responsabilidade maior dos motoristas imprudentes. "Em cinco dias foi um avião que caiu", comparou.


Em Minas, Estado que lidera as estatísticas, a PRF também culpou os motoristas. "As estradas estão melhores do que há um, dois anos. Se elas melhoraram, os números [de acidentes] deveriam reduzir, mas estão aumentando, porque os motoristas perderam o medo de cortar o pneu, de amassar a roda e, agora, podem frear com velocidade maior. Estão mais agressivos", disse Aristides Júnior, chefe do setor de Comunicação Social da PRF em Minas.
A falta de fiscalização adequada também influencia. "Sem dúvida, a presença maior de policiais inibiria a imprudência de alguns motoristas.


Temos, em média, dois policiais para fiscalizar um trecho de 60 km. O ideal seria um dupla a cada 30 km", disse Simões. Segundo ele, a PRF tem 9.700 policiais para fiscalizar 61 mil km de rodovias federais. O número de mortes levou a PRF a promover ajustes na Operação Ano Novo, que começa amanhã. Haverá reforço no policiamento. Como não há recursos para novas contratações, a PRF usará mais tecnologia, como radares.


Entre 0h de sexta-feira e a meia-noite de terça, foram registrados 2.561 acidentes e 1.870 feridos. No Carnaval, tradicionalmente o feriado mais violento, 145 pessoas morreram nas estradas federais. Embora tenha informado que o número de mortos foi o maior das duas últimas décadas, a assessoria de imprensa da PRF não quis repassar os dados nesse período.
Os acidentes provocam prejuízo econômico ao país de R$ 111,1 milhões, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado pela PRF.


Na "Operação Natal", a PRF fiscalizou 94.804 veículos e multou 18.536. Ou seja, um em cada cinco motoristas fiscalizados cometeu infração ao Código Brasileiro de Trânsito.
A PRF também apreendeu, no período, 1.141 veículos com problemas de conservação ou de documentação. As prisões por embriaguez e direção perigosa também cresceram na comparação com o ano passado. Foram 147 ou 107% a mais do que em 2006.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2712200716.htm

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