Cheia de caracois

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No final de semana passada o cartinista Bira, um ótimo artista, excelente cartunista, publicou no blog dos Amigos do Presidente Lula, uma charge, para lembrar o implante da cabeleira feita por aquele ex-ministro, chefe da quadrilha dos mensaleiros, Zé Dirceu. As vúvas desse lacraio, a ala mais radical, caiu matando em cima do Bira e de todos que não tem simpatia pelo Zé quadrilheiro. Ameaçaram,xingaram, bateram boca e tudo mais que a educação resteira permitiu.

Para ver até onde vai o amor das viúvas pelo Zé cabeludo, vou publicar um artigo que está na internet. No final está o e-mail da escritora do texto, assim, quero ver, se estas pessoas que ameaçaram o Bira, tem bala na agulha para ameaçar alguém de poder da extrema esquerda, ou se só ameaçam formigas.

HISTÓRIA DO DIA

A bola da vez é sem dúvida o nefando José Dirceu. Primeiro por causa da magnífica matéria que a revista

Piauí deste mês publica com ele, que,se outros méritos não tivesse (mas tem muitos), teria o de contar que quando ele é reconhecido por brasileiros conscientes e destemidos escuta os maiores xingamentos, aqui e no exterior.A outra, mais prosaica, é sobre a implantação capilar que fez, de 6 mil e não sei quantos fios de cabelo. Enfeita se para a namorada nova que arrumou,certamente. A notícia é curiosa porque, para valer mesmo, a ciência ainda não descobriu nada que ajude as mulheres a esconder afalta de cabelo – a não ser apliques capilares, é claro Ontem,recebi uma prévia do 9º Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que será realizado em São Paulo, de 14 a 16 d emarço, entrando firme no assunto.

E isso ocorreb porque o organizador do encontro é Carlos Oscar Uebel, que desenvolveu uma técnica na qual usa células tronco para ativar o crescimento dos cabelos femininos. Parece que,agora,há alguma esperança.A pesquisa nasceu de estudos da Academia Americanade Dermatologia que revelara mum número

majestoso: 100 milhões de mulheres no mundo sofrem com calvície.E a Sociedade Sul-Americana de Estudos para o Cabelo concordou: pelo menos 40% das mulheres brasileiras padecem com algum grau de calvície.

O nome da desgraça não podia ser mais feio: alopecia androgenética. Isso

quer dizer que a falta de cabelo pode ser herança genética – mas, diferentemente da masculina, não é sua principal causa.A calvície feminina tem causas mais complexas, como alterações hormonais durante a gravidez, menopausa e uso de anticoncepcionais, variações tireoidianas, estresse emocional, deficiência nutricional (anemia), seborréia e outras doenças do couro cabeludo.

E, ninguém gosta de falar nisso, pode ser também resultante de liftings. Diferentemente dos homens,é difícil as mulheres ficarem carecas, pois a calvície é o resultado da açãoda DHT (dihidrotestosterona) sobre os fios, e esta é obtida por meio da ação da enzima 5- alpha-redutase sobre o hormônio testosterona, que amulher tem em menor quantidade. Embora a calvície femininas ignifique apenas um clarão na região central da cabeça,esse clarão é de amargar, fere qualquer vaidade.

E é aí que entra o cirurgião plástico paulista Carlos Oscar Uebel, coordenador do 9º Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que é referência mundial e usa células-tronco para fazer crescer o cabelo das mulheres. A técnica consiste em transplantar raízes capilares da região da nuca – onde é encontrada melhor qualidade genética do cabelo –para a área calva por meio de microincisões pontiformes. Esses bulbos capilares são ricos em células-tronco e levam para a área que receberá o microtransplante toda a carga genética, garantindo a qualidade de crescimento e durabilidade. Para serem estimulados, quando retirados, esses bulbos são embebidos em uma solução ativa de plasma concentrado. Depois de ativados,

são implantados no paciente uma um, com anestesia local,e o procedimento dura entre 2e 3 horas. A área tratada pode atingir 52% a mais de cabelo e o resultado estético é
natural. “Apaciente não sairá da cirurgia cheia de cabelo como em um passe de mágica.O microtranplante é gradativo. Os fios que foram transplantados crescerão, como os fios já existentes, dentro do prazo que varia de 3a4 meses.

Isso garante uma naturalidade muito grande e a certeza de um resultado satisfatório”, explica Uebel. Até onde dá paraleigo especular, é mais ou menos isso que foi feito na careca do Zé Dirceu: plantação de cerca de 6 mil fios de cabelo, número também plantado no cocuruto feminino. A diferença é que o tratamento masculino
retira faixas cabeludas e transplanta para a área necessária.Otratamento feminino transplanta fio a fio. Ou muda a muda, sepreferirem.

anna.marina@uai.com.br

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