Senado muda jornal e altera circulação

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Mudanças na circulação do Jornal do Senado, preparadas pela Secretaria de Comunicação Social da Casa, não deverão alterar a sua principal estratégia: a divulgação diária apenas em Brasília, embora o Senado seja uma representação de todos os estados. Cerca de 9 mil exemplares são distribuídos todo dia em tribunais, ministérios, universidades, hotéis e no aeroporto, onde são colocadas mil unidades. O restante do país recebe apenas o jornal semanal, com 62 mil exemplares, sendo 40 mil entregues pelo correio, a um custo anual de cerca de R$ 1,2 milhão. Esse jornal poderá ser transformado em mensal, mas com a tiragem dobrada. A idéia é atender prioritariamente o público político, como prefeitos, vereadores, deputados estaduais, sindicatos, organizações não-governamentais (ONGs). O jornal semanal tem hoje 22 mil assinaturas individuais, que deverão ser cortadas.

Os dois jornais são impressos na gráfica do Senado, a um custo simbólico (são computados apenas papel e tinta). Considerando os preços de mercado, onde são considerados o salário dos funcionários, depreciação do maquinário, despesas de custeio e manutenção, o custo anual apenas com impressão ficaria em R$ 2,2 milhões. A impressão do jornal diário, que circula de terça a sexta-feira, custaria R$ 3,1 mil por edição. Cada edição do semanal custaria cerca de R$ 30 mil.

O Jornal do Senado já sofreu algumas alterações nos últimos anos. A edição diária chegou a ter 60 mil exemplares. Nos municípios mais distantes, principalmente na Região Norte, o jornal chegava com até oito dias de atraso. “O correio juntava os exemplares de uma semana e entregava tudo de uma vez só”, lembra o secretário de Comunicação Social, Elival Rios. Após muito desperdício, ficou decidida a distribuição apenas em Brasília. Parte dos senadores não aceitou o fim da edição diária. Alguns deles mandam recolher exemplares nos escaninhos espalhados pela Casa, para distribuir entre seus eleitores nos estados.

Quando sai uma reportagem de destaque sobre a atuação de determinados senadores, eles pedem exemplares extras, para divulgação própria. “Até 100 exemplares a gente atende. Se quiserem mais, têm que rodar na gráfica com a verba de gabinete”, informa Rios. Ele lembra que o jornal também circula na versão eletrônica. Quem quer pode imprimir o seu exemplar em casa. Ninguém recebe o jornal diário em casa. A exceção fica para autoridades que recebem cerca de 600 unidades encartadas no resumo da mídia impressa feito pela Radiobrás.

Mudanças
A procura pela assinatura do periódico semanal tem aumentado, afirma o diretor do Jornal do Senado, Davi Emerick. O número de assinaturas individuais está em 22 mil, e chegam cerca de 3 mil novos pedidos a cada mês. “Onde não há outro periódico, a importância é muito grande. Se atendêssemos a todos, chegaríamos a uma tiragem de um milhão”, comenta o diretor, lembrando que o custo se tornaria proibitivo. Mas ele não encara os jornais como veículos de massa. Esse seria o papel da TV Senado. Emerick tem outros objetivos. “O jornal diário serve para uma troca de informações com os poderes da República. No projeto mensal, a nossa meta não é o leitor comum. Deve ser o público da política”.

Nesse público, entre 120 mil e 130 mil pessoas, estariam cerca de 80 mil vereadores, 5,6 mil prefeitos, 800 deputados estaduais, mil sindicatos, organizações não-governamentais, cursos universitários. O novo jornal mensal terá “cara de revista”, compara

Emerick, com muitos infográficos, tabelas, “com edições mais ricas do ponto de vista da informação”. O jornal semanal já faz uma cobertura mais densa dos trabalhos do Senado, afirma o diretor, com a consolidação de temas tratados durante a semana, reportagens sobre direitos do cidadão (do idoso, de gestantes) e muito serviço, como a divulgação de campanhas de vacinação, além da programação da TV e Rádio Senado.

Não haverá alterações na equipe, formada por cerca de 50 pessoas, incluindo a parte administrativa. Nas funções de reportagem e edição trabalham 18 jornalistas, todos concursados. O jornal diário, com oito páginas, tem o formato tablóide pequeno (como o jornal Zero Hora), mas deverá adotar o formado alemão, um pouco mais comprido. O semanal, também em tablóide, varia de 16 a 24 páginas.

Onde não há outro periódico, a importância é muito grande. Se atendêssemos a todos, chegaríamos a uma tiragem de um milhão


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