Suíça acusa cinco em esquema de corrupção de fiscais do Rio

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O Ministério Público da Suíça acusou ontem formalmente cinco ex-funcionários de um banco de Zurique, suspeitos em um esquema de corrupção que envolveu fiscais e auditores do Rio.
O esquema -que ficou conhecido como propinoduto- movimentou aproximadamente 60 milhões de francos suíços (US$ 53,2 milhões) e envolveu pessoas ligadas ao ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PMDB).
Os ex-funcionários do banco de Zurique teriam mantido contas para fiscais e auditores do Brasil, que investiram um montante de 60 milhões de francos, quantia obtida por origens criminosas, em um período de três anos, de acordo com autoridades.
Os cinco acusados não foram identificados, mas há informações de que eles seriam administradores "de nível médio e alto" do DBTC (Discount Bank and Trust Company, hoje Union Bancaire Privée).

No Rio, 22 pessoas foram condenadas em 2003, sob acusação de envolvimento com o esquema, por crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Somadas, as penas chegavam a 248 anos e seis meses. As penas mais altas foram de 17 anos e seis meses.
Entre os envolvidos no propinoduto, figurava o ex-subsecretário de Administração Tributária da gestão de Anthony Garotinho, Rodrigo Silveirinha.
Oficiais suíços começaram a investigar o esquema de remessas ilegais ao exterior durante o ano de 2001, quando o comando do DBTC estava sendo tomado por outro banco, que relatou irregularidades a autoridades.

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