Empregos crescem 2,2%

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O mercado de trabalho industrial apresentou em 2007 o melhor desempenho em seis anos, refletindo o incremento da produção do setor. De janeiro a dezembro, o emprego na indústria cresceu 2,2% ante 2006, resultado que faz de 2007 o melhor ano desde 2001, quando teve início a série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o estudo, o contigente de trabalhadores na indústria avançou nos 14 locais pesquisados e em 12 dos 18 setores da produção. Entre os segmentos que mais contribuíram para a alta nas contratações, são destaque: meios de transporte (7,7%), máquinas e equipamentos (7,0%) e alimentos e bebidas (4%). Entre as baixas, as áreas que apresentaram maior recuo nas contratações foram calçados e artigos de couro (-7,7), vestuário (-3,7), e madeira (-5,7%).

Salários
Também cresceram o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria (1,8% no acumulado de 2007) e a folha de pagamento real — descontada a inflação —, com alta de 5,4%. Para especialistas ouvidos pelo Correio, as contratações recorde na indústria representam a maturação do setor produtivo e uma maior confiança dos empresários na demanda interna. “Essas contratações podem ser vistas como um indicador do aquecimento da atividade industrial no país”, aponta a economista Denise Cordovil, do IBGE.

O economista Paulo Mol, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destaca a confiança dos industriais. “O empresário tem se mostrado otimista. Percebe que o momento da produção é permanente e se sente confiante para contratar”, explica.

A avaliação do Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (IEDI) aponta para novas altas em 2008. “Há uma favorável perspectiva de crescimento expressivo do emprego pelo menos neste primeiro semestre de 2008, na casa de 3,5% a 4%”, pontua. Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), também acredita em dias melhores. “O indicativo de hoje mostra que estamos no caminho certo, mas ainda temos muitos percalços a suplantar”.

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