Risco Brasil despenca quase 7% e vai a 202 pontos

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O risco Brasil, medido pelo banco JP MorganChase, despencou ontem quase 7%, para 202 pontos, ainda como reflexo da elevação do rating do País pela agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor’s. Isso significa que os títulos emitidos pelo governo brasileiro pagam atualmente dois pontos porcentuais a mais do que os bônus do Tesouro dos Estados Unidos, considerados os papéis mais seguros do mercado financeiro mundial.

Na quarta-feira, dia em que a S&P anunciou que o Brasil é agora grau de investimento (ou seja, um porto seguro para os investidores globais), o risco do País havia caído ‘apenas’ 3,55%.

O economista-chefe do banco BNP Paribas no Brasil, Alexandre Lintz, notou, ainda na quarta-feira, que o recuo do risco medido pelo JP Morgan não fora tão expressivo porque, na prática, o mercado havia concedido o grau de investimento ao País antes mesmo das agências de risco.

Esse cálculo é feito pelos analistas com base na comparação entre a medida do JP Morgan e o degrau que um país tem na escala das agências de risco. Por exemplo: o BBB- que o Brasil recebeu da S&P equivale, em termos de risco do JP Morgan, a algo em torno de 200 a 240 pontos. Há muito tempo, a medida de risco brasileiro já vinha oscilando nessa faixa.

Para Lintz, a promoção do País pela S&P “garante a sustentabilidade” do nível de risco que já era percebido pelos investidores a partir da medida criada pelo JP Morgan. No dia a dia, isso significa que o custo do crédito para governo e empresas brasileiras continuará baixo (se comparado aos níveis históricos).

Na avaliação do especialista, com o grau de investimento, o Brasil tende a atrair mais dinheiro de estrangeiros, tanto no curto quanto no longo prazo. “O retorno exigido pelos investidores em projetos nos países que detêm grau de investimento não é tão alto”, exemplificou.

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