Saneamento básico

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O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve destinar R$ 38,37 bilhões para saneamento básico. Mas para que todo brasileiro tenha água tratada, esgoto adequado e coleta de lixo são necessários R$ 200 bilhões em investimentos no setor. Ou seja, ainda "são necessários este e mais quatro PACs", de acordo com o diretor de Água e Esgotos do Ministério das Cidades, Márcio Galvão. A estimativa de R$ 200 bilhões, citada por Galvão, é da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Galvão argumenta que os números são variáveis, por causa das metodologias utilizadas em pesquisas sobre saneamento. "Em torno de 90% da população têm água em sua casa e para o esgoto você tem um número variável, se considerar somente a coleta e o tratamento. São perto de 80% dos domicílios com coleta, mas metade sem tratamento", disse Galvão.

A pesquisa Trata Brasil, divulgada ontem pela FGV, considera que apenas 46,77% da população brasileira têm acesso ao esgotamento sanitário. Mas para o Ministério das Cidades, o número é de cerca de 84%, porque considera a fossa séptica como solução adequada para coleta e tratamento de esgoto. Segundo o gerente de projetos de Saneamento Ambiental do PAC no Ministério das Cidades, Manoel Machado Filho, em entrevista à Agência Brasil, concedida há dois meses, o programa visa beneficiar cerca de 7,3 milhões de domicílios com coleta e tratamento. Dos R$ 40 bilhões que o programa destina a saneamento básico, já foram pactuados R$ 23,6 bilhões, sendo R$ 10,1 bilhões para esgotamento sanitário.

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