Caixa Econômica Federal lucra 12,2% mais no primeiro trimestre

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O lucro líquido da Caixa Econômica Federal (CEF) atingiu R$ 873 milhões no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 12,2% em relação a igual período de 2007. O aumento foi influenciado pelas operações de crédito - cuja carteira cresceu 24%, para R$ 53,43 bilhões, nas mesmas bases de comparação - e pela intermediação financeira, com alta de 18,5%, para R$ 2,95 bilhões. O Banco do Brasil, por exemplo, apresentou lucro de R$ 2,3 bilhões no trimestre, superando o resultado de todas instituições financeiras nacionais.

A presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou que a CEF tem uma vocação diferente. "Os serviços são 100% públicos e a CEF tem o objetivo, principalmente, de democratizar o acesso ao crédito, principalmente à baixa renda, e de trabalhar em regiões onde, antes, não tinha a presença de instituições financeiras", disse. "A Caixa cobra as menores tarifas do mercado, consegue conciliar muito bem um banco social e comercial", acrescentou.

O lucro do trimestre é compatível com a situação do banco, garantiu o vice-presidente de controle e risco da instituição, Marcos Roberto Vasconcelos. "E não tivemos nenhum evento extraordinário que influenciasse o resultado", disse. A CEF é o quarto maior banco do País e apresentou o quarto maior lucro do trimestre entre as instituições financeiras.

A diretoria da CEF acrescentou que a carteira de serviços da instituição ainda é incompleta. A fim de ampliá-la, o banco estuda conceder crédito para aquisição de veículos e operações de leasing. A instituição, até então focada apenas em micro e pequenas empresas, também já começa a oferecer crédito às grandes companhias, de até R$ 6 milhões, sobretudo as das áreas de energia e saneamento básico, com recursos provenientes do mercado de capitais, por exemplo. Tais valores não incluem os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos contratos atingiram R$ 3,7 bilhões. Do total, R$ 2,9 bilhões em habitação e R$ 714 bilhões em infra-estrutura e saneamento. A expectativa é fechar maio com contratação de quase R$ 11 bilhões. Apenas para a Sabesp serão liberados hoje R$ 600 milhões.

Segundo Vasconcelos, o crescimento da carteira de crédito foi influenciado pela melhora na gestão de crédito e pelo dinamismo da atividade econômica. Porém, a taxa de crescimento na carteira é menor do que a média do mercado, de 31% no trimestre. Tal comportamento, explicou Vasconcelos, deveu-se também às mudanças adotadas na área de gestão.

No trimestre, as provisões para as operações de crédito subiram 10,7%, para R$ 5,16 bilhões. A CEF obteve uma melhora nos índices de inadimplência. Houve um recuo de 7% para 3,8% no índice de pessoa jurídica entre o primeiro trimestre de 2007 e igual fase deste ano; e o de pessoa física saiu de 6% para 5,3%. No crédito habitacional, com R$ 3 bilhões, a inadimplência desacelerou de 4% a 2,1%.

O retorno sobre o patrimônio lucro ficou em 34,7% entre janeiro e março, período em que os ativos cresceram 15,9% para R$ 254,4 bilhões. O saldo dos depósitos atingiu R$ 143,8 bilhões, um avanço de 1,4% na comparação trimestral e de 15,7% nos últimos 12 meses. Apenas a caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 2,3 bilhões, 4,5% a mais. O índice de eficiência caiu de 67% para 61,2%.

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