Um tucano na cola do Lula

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O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), esteve ontem no Piauí para dividir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o palco da inauguração de um hospital.

Serra, na condição de ex-ministro da Saúde, foi um dos convidados do prefeito de Teresina, o também tucano Silvio Mendes, para a solenidade de abertura do Hospital de Urgência de Teresina, no bairro da Redenção, sul da cidade. A obra levou 17 anos para ser concluída e recebeu mais de R$ 21 milhões do governo federal.

Para evitar que o ato fosse capitalizado politicamente por Serra e Mendes - candidato à reeleição cujo principal adversário deve ser o deputado federal petista Nazareno Fonteles -, os organizadores da visita de Lula restringiram os discursos a outro evento, ao qual os tucanos não compareceram.

No palanque petista, Lula discursou para cerca de 5 mil pessoas. Anunciou mais de R$ 40 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para saneamento e esgoto da capital, inaugurou 280 casas e destacou que, até 2010, municípios pobres piauienses receberão mais de R$ 1 bilhão do programa Territórios da Cidadania.

Serra ainda acompanhou o presidente na inauguração do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), integrante do Complexo Estadual de Reabilitação em Saúde, que atende pessoas com deficiências físicas e motoras. Ele não deu entrevistas.

No Ceir, localizado no centro de Teresina, o presidente e sua comitiva assistiram a uma apresentação de dança, intitulada Estrela Dalva, com a cadeirante Francisdalva Pereira, de 18 anos, que tem paralisia cerebral. “Duvido que alguém não tenha se sensibilizado com o espetáculo, com o esforço que a menina fazia para mexer um dedo”, comentou Lula.

Ao discursar, ao som de um coro que pedia “um, dois, três, Lula outra vez”, o presidente afirmou que o Piauí assiste a uma “pequena revolução”, com melhoria de índices sociais e perspectiva de maior desenvolvimento econômico.

“O PAC é o maior investimento em infra-estrutura da história desse País, são R$ 504 bilhões, tanto que dava para encher esse terreno de dinheiro para a gente fazer ferrovias, portos, aeroportos, casas, hospital, para a gente transformar o Brasil num país respeitado.”

Apenas um protesto foi registrado durante a visita, organizado pelo PSOL e pelo PSTU.

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