Balança fecha com saldo recorde para maio

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A balança comercial se recuperou das perdas provocadas pela greve dos auditores fiscais da Receita Federal e obteve em maio o melhor saldo para este mês. O superávit comercial somou US$ 4,077 bilhões, mais que o dobro do US$ 1,743 bilhão apurado no mês anterior e é 5,81% maior do que os R$ 3,853 bilhões contabilizados em igual mês do ano passado. É também o melhor resultado obtido no ano até agora, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgados ontem.

A melhora do saldo comercial é atribuída à suspensão da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que durou 54 dias. Ou seja, os registros de exportação ficaram retidos entre 18 de março, inicio da greve, e 11 de maio, fim do movimento. O secretário de comércio exterior do ministério, Welber Barral, disse que os registros de exportação, liberados com um mês de atraso, atingiram US$ 1,2 bilhão, elevando as exportações para um recorde mensal de US$ 19,306 bilhões em maio. As importações também registram uma cifra inédita para maio, ao totalizarem US$ 15,229 bilhões. Os embarques em maio cresceram 41,4% em relação ao mesmo período do ano passado e 37,3% sobre abril deste ano. Já as importações aumentaram 55,49% sobre maio do ano passado e 23,6% em relação a abril.

De janeiro a maio, as exportações totalizaram US$ 72 bilhões, cifra 20% maior que a registrada em idêntico período de 2007. Já o ritmo das compras permanece mais acelerado, beneficiado pelo dólar em baixa. As importações totalizam US$ 63,3 bilhões, valor 46% maior do que nos cinco primeiros meses do ano passado. No acumulado em 12 meses, o superávit de US$ 31,918 bilhões é 33,19% menor do que o apurado em igual período anterior.

O resultado de maio, segundo Barral, foi fortemente influenciado também pela retomada das exportações puxada pela sazonalidade dos embarques da safra de grãos que começa a partir de abril e vai até novembro. "Pois mesmo excluindo os US$ 1,2 bilhão obtidos no mês passado pelo atraso dos registros, tanto as importações como as exportações foram recordes", destacou.

Superávit com a China

"A expectativa é de que as exportações cresçam pelo o aumento do preço médio dos produtos, pela sazonalidade da safra de grãos, pela retomada das exportações de petróleo e pela política industrial", disse. Ele acredita que a retomada das exportações de petróleo deve acontecer pelo fato de a Petrobras ter recomposto os estoques. Entretanto, o secretário manteve a meta do ministério para este ano, que é de US$ 180 bilhões em exportações.

No mês, o Brasil voltou a registrar superávit com a China. O saldo foi de US$ 700 milhões. O mesmo aconteceu com os Estados Unidos. O saldo ficou positivo em US$ 500 milhões. Entretanto, no ano o déficit do Brasil no comércio com a China é de U$ 1,45 bilhão, ou US$ 413 milhões acima do apurado entre janeiro e maio do ano passado

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