Crédito mantém crescimento

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O processo de expansão do crédito deve continuar, apesar de um certo arrefecimento nas operações com pessoas físicas, revelou pesquisa divulgada ontem pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ainda assim, os bancos são contra qualquer restrição ao prazo das operações de crédito. A pesquisa mensal da Febraban foi feita junto a 33 bancos, que também elevaram as projeções para a inflação e para a taxa de juros neste ano.

Dos 33 bancos pesquisados, 62% afirmaram que o crédito continuará crescendo, sustentado pela expansão do emprego e dos salários. Os bancos prevêem um aumento de 22,91% do crédito neste ano, acima dos 22,04% esperados na pesquisa anterior. O financiamento ao consumo deve crescer 26,67%, além dos 24,89% previstos anteriormente. O crédito para a pessoa jurídica não apresenta sinais de esfriamento. Para o próximo ano, a expectativa é que o crédito vai crescer menos, 17,4%.

Os analistas afirmam que a capacidade de endividamento das famílias tem crescido em patamares saudáveis, sustentada pela estabilidade econômica, aumento da renda, aumento dos prazos e taxas de juros até recentemente menores.

A manutenção das taxas de crescimento do emprego e da renda favorece a expansão do crédito. Contudo, alguns bancos acreditam que a aceleração da inflação pode comprometer o orçamento familiar, em especial nas camadas de menor renda.

Mas a maior parte dos bancos consultados (58%) não espera aumento da taxa de inadimplência a curto prazo, embora admita índices maiores na carteira de pessoa física.

A maioria dos analistas dos bancos (90%) é contrária à regulamentação dos prazos das operações de crédito. Os analistas ouvidos afirmam que a regulamentação poderia criar distorções no mercado de crédito e é dispensável pois as instituições devem ter autonomia para administrar as carteiras e já possuem critérios de exposição ao risco.

A inflação medida pelo IPCA esperada para este ano subiu de 4,75% para 5,76%, patamar acima da meta de 4,5% mas dentro da banda de variação permitida. Nos doze meses terminados em maio, o IPCA estava em 5,58%. A taxa esperada para 2009 também subiu de 4,35% para 4,7%.

Com isso o teto da taxa de juros também subiu de 13,75% na pesquisa anterior, de abril, para 14,50%, sendo a resposta mais freqüente 14,25%. Para 2009, a Selic deve recuar, segundo os bancos, para 12,50%.

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