Desembolso do BNDES cresce 35% até abril

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Com destaque para financiamentos para compra de máquinas e equipamentos, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 76,3 bilhões entre maio do ano passado e abril de 2008, com expansão de 35% em relação ao acumulado de doze meses. Só no mês de abril, foram liberados R$ 9,7 bilhões.

Segundo dados divulgados ontem pelo banco de fomento, as aprovações cresceram 29% e atingiram R$ 109,7 bilhões em doze meses, os enquadramentos avançaram 29%, para R$ 130,8 bilhões, e as consultas aumentaram 27¨%, para R$ 148,8 bilhões.

O crescimento de 53% nos desembolsos da Finame, linha voltada à comercialização de bens de capital de fabricação nacional, foi um dos destaques para o período. O volume liberado em doze meses chegou a R$ 18,5 bilhões em doze meses e deve ganhar novo impulso a partir de 23 junho, quando estarão disponíveis as operações previstas na política industrial lançada em maio. A partir desta data, entra em operação o novo prazo para saldar as linhas Finame, que passa de cinco para dez anos.

A assessora da presidência do BNDES, Ana Cláudia Alem, afirma que os desembolsos, que já vinham crescendo desde o ano passado, atingem agora mais setores da economia. O segmento de transportes terrestres ainda concentra metade do total das liberações do Finame, mas algumas indústrias apresentaram crescimento expressivo em doze meses. "Mostra que as empresas estão investindo mais", diz.

É caso do setor têxtil que está acelerando investimentos. Segundo o BNDES, os desembolsos do Finame para o setor apresentaram expansão de 75% em doze meses. Ana Cláudia Alem ressalta o crescimento das liberações para o segmento de mecânica, que subiram 104,3% até abril. Para transportes terrestres, o volume desembolsado avançou 50% no mesmo período.

Do total liberado pelo BNDES em doze meses, R$ 31,8 bilhões foram para indústria, volume 8% superior ao de maio de 2006 e abril no ano passado. Já as aprovações para o setor produtivo cresceram 10% e atingiram R$ 48 bilhões no período. Segundo o banco, nos dois casos, o setor têxtil apresentou expansão de 185% nos desembolsos e de 182% nas aprovações, e a indústria de alimentos e bebidas registrou avanço de 72% e 115%, respectivamente.

A demanda do segmento de infra-estrutura continua em ritmo acelerado. Os desembolsos, de R$ 30,2 bilhões, cresceram 77% e as aprovações, R$ 46,5 bilhões, 69% em doze meses. No setor de comércio de serviços, as liberações somaram R$ 8,76 bilhões, expansão de 60%. As aprovações avançaram 8%, para R$ 8,7 bilhões. Já os desembolsos para a agropecuária registraram crescimento de 42%, totalizando R$ 5,27 bilhões. O setor obteve no período mais de R$ 5 bilhões em aprovações, expansão de 14%.

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