Os quadros roubados e Zé Serra

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Beatriz Nemirovsky deu entrevista a colunista Mônica Bergamo e disse que deve interpelar ainda nesta semana o governo de São Paulo, José Serra e a Fundação Nemirovsky por causa do roubo de quatro obras de arte que pertenceram a seus pais, José e Paulina Nemirovsky, e que estavam na Estação Pinacoteca, em SP. "Vamos buscar salvaguardar direitos e estabelecer responsabilidades para que as obras sejam tratadas com mais respeito e zelo. Houve descaso e despudor que atingiu frontalmente a família e a Bia, que tem grande estima pelas obras", diz o advogado Eduardo Henrique Campi.

Bia Nemirovsky é a única filha viva do casal (os três irmãos morreram). Ela não tem direitos sobre as obras, já que os pais doaram a coleção, um dos mais preciosos acervos do modernismo brasileiro, para a Fundação Nemirovsky. O advogado diz que a família "não tem pretensões", mas pode até pedir que as obras sejam transferidas a outra instituição ou "restituídas aos primitivos titulares" caso não sejam bem cuidadas.

Bia diz que sempre teve um relacionamento conturbado com os pais e acredita que eles doaram as obras para puni-la pois ela nunca "obedeceu" às ordens deles. "Eu sempre fui angustiada, inquisitiva. Tive vários problemas de depressão. Eu me considero uma sobrevivente", disse ela à coluna.

Mônica Bergamo - Vocês vão à Justiça?

BIA NEMIROVSKY - Vamos, sim. As obras estão em zona de risco. E é um perigo obras de tanto valor... Você pode imaginar o que é isso para mim, a emoção que eu sinto quando olho essas obras. Eu cresci com elas.
Quando estavam na casa da minha mãe, na minha casa, elas nunca sofreram nenhuma espécie de risco, de assalto, nada disso. E sentir agora que estão em perigo... E o gozado foi que ontem de manhã [quinta-feira, 12, dia do roubo] eles [dirigentes da Fundação Nemirovsky] vieram à minha casa e me obrigaram a devolver obras que estavam aqui em perfeita segurança. E depois são assaltados?
Parece brincadeira de criança! Quem está errado na história?

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