A briga dos demos

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Para transformar em votos e reverter sua desvantagem em relação aos adversários, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai se apresentar ao eleitorado como o anti-PT da disputa sucessória.


A estratégia é polarizar a disputa com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), puxando o embate para a comparação entre os dois governos. Assim, ele espera enfraquecer o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). A avaliação da coordenação de campanha é que o tucano perde forças, se for isolado do embate.


Ataques diretos a Alckmin, quando necessários, serão feitos por terceiros, preferencialmente, e de forma que não cause problemas ao governador José Serra (PSDB) - um dos apoiadores informais de Kassab. Na cruzada contra a ex-prefeita, não serão deixados de lado problemas da gestão petista , como a dívida com credores, as taxas e os problemas de trânsito.


O coordenador do programa de governo, Guilherme Afif Domingos, diz que a campanha vai fortalecer a imagem do prefeito como "um homem que fala pouco, mas faz". "Poucos teriam a coragem que teve Kassab de restringir o tráfego de caminhões no centro como ele fez", diz Afif.


Um dia antes do início da campanha oficial, Kassab se disse "tranqüilo" com a disputa. Proibido de inaugurar obras, limitou-se a "vistoriar" projetos de saúde. "É agenda eminentemente administrativa, rotineira", frisou. Sobre a presença de tucanos em sua campanha, afirmou ter no PSDB um "aliado".


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