Banco do Brasil investe R$ 40 milhões em centros culturais e programação itinerante

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O Banco do Brasil anunciou, ontem, investimentos de R$ 40 milhões para a programação de seus três centros culturais (Rio, São Paulo e Brasília) em 2009. Entre maio e junho do ano passado, inscreveram-se 4.745 projetos, de música, cinema, teatro e dança. Desses, 143 foram selecionados para a grade de programação. Entre os destaques, estão a exposição Vanguardas russas, com obras de nomes importantes como Kandisnky e Malevitch; a série musical Alô, alô... 100 anos de Carmem Miranda; a Mostra internacional de teatro; e a audiovisual
Lima Duarte: profissão ator.

Também estão incluídos projetos do Ano da França no Brasil, como a exposição Yves Saint Laurent e o ciclo de dramaturgos franceses, além de novas edições do festival de documentários É Tudo Verdade e da mostra de animações Anima Mundi.

Afora realização dos projetos nas três sedes, a programação vai percorrer 18 cidades a partir de março, no braço CCBB Itinerante. ­ Este ano é especial porque estamos celebrando 20 anos do surgimento do nosso centro cultural. É uma história que começou no Rio de Janeiro em 1989 ­ lembra o gerente executivo de marketing e comunicação do Banco do Brasil, Lourivaldo Paula de Lima Jr. ­ Durante esse período, recebemos mais de 45 milhões de visitantes de todo o mundo, em quase 8 mil eventos realizados.

Artistas, curadores e produtores da programação 2009 compareceram à coletiva de lançamento, em São Paulo, como as atrizes Beth Goulart e Débora Duboc ­ que foram selecionadas com os espetáculos Simplesmente eu (monólogo sobre Clarice Lispector) e Um dia (quase) igual aos outros (do Prêmio Nobel Dario Fo), respectivamente. ­ Adoro o casamento do teatro com a literatura ­ destaca Beth Goulart, sobre a peça que narra a trajetória da autora de A hora da estrela. ­ O CCBB também tem um importante lado educacional. Além de apresentar a peça, vou participar de palestras e debates sobre a obra de Clarice Lispector.

Isso certamente estimula o espectador a ler mais.Apesar da crise econômica mundial, o investimento em 2009 supera o do ano passado, quando foram liberados R$ 37 milhões. Foi anunciado também o projeto de implantação do CCBB em Belo Horizonte e Recife ao longo do ano. Diretor do CCBB-RJ, Marcos Mantoan já foi gestor dos centros de Brasília e São Paulo, mas considera o do Rio seu maior desafio. ­ O CCBB carioca, que comando desde 2007, é referência ­ explica.JB

1 Opinaram:

Patricia Lisboa disse...

E para reforçar e garantir que todo esse investimento vai render recibos de mecenato para desconto do imposto de renda devido pelo Banco do Brasil, o Sr. Marcos Mantoan vai atuar como conselheiro da CNIC no biênio 2009/2010.
Isso é que podemos chamar de "ÉTICA" no sistema.

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