Exportação de petróleo e derivados bate recorde em dezembro

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A Petrobras informou que bateu recordes de exportação de petróleo e derivados em dezembro. Sem mencionar números que permitam verificar o impacto do seu comércio na balança comercial, a estatal informou que exportou 620 mil barris/dia de petróleo no mês. O volume é maior que a média de 400 mil barris/dia de novembro e 8% superior à média de 574 mil barris/dia de outubro, mês que detinha o recorde de exportação.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, contesta os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, que mostram déficit superior a US$ 13 bilhões. Segundo ele, até novembro o déficit era de US$ 1,1 bilhão.

Costa ressaltou que esse cálculo se refere apenas às importações e exportações de "líquidos", ou seja, petróleo e combustíveis, excluídas as importações de gás natural da Bolívia e os produtos petroquímicos trazidos diretamente pelas centrais. Citou como exemplo a Braskem, que importa diretamente 30% da nafta que consome.

"Em dezembro fizemos um esforço gigantesco de exportação e também as importações de diesel caíram muito. Os números exatos só vou conhecer dentro de alguns dias, mas posso garantir que não tivemos déficit de US$ 11 bilhões e muito menos de US$ 13 bilhões", afirmou.

Lembrado sobre o impacto negativo dos altos preços do petróleo e do diesel importados, que são mais caros do que o petróleo nacional, Costa disse que o problema na comparação de 2008 com 2007 está nos preços. "Tivemos fases em que o petróleo teve preços muito diferentes. Chegamos a exportar o petróleo Marlim por US$ 110 a US$ 115 o barril, e lembre-se que é um petróleo pesado, e agora o petróleo brent, que é leve, está sendo negociado a US$ 42. E com essa diferença há um problema nas exportações com relação a preços", diz Costa.

Segundo ele, só quando o Brasil for exportador líquido de diesel, e a tendência é de crescimento das exportações desse derivado com novas refinarias, o país vai se livrar de déficits na balança comercial. O Brasil importou muito diesel caro no início de 2008 para atender a necessidade de geração de energia por termelétricas e por causa da safra agrícola. Já as exportações de petróleo (uma commodity que é vendida com desconto) trazem receita menor e dados às características do óleo brasileiro (do tipo pesado).

A Petrobras registra crescimento de 9% das importações de diesel em 2008 em relação a 2007. A média de crescimento dos derivados é de 2,5% a 3% ano a ano. As receitas em dezembro foram de US$ 574 milhões.

2 Opinaram:

Anônimo disse...

Pois eh... E aqui no Brasil pagamos Gasolina a quase R$3,00 enquanto na Venezuela custa centavos... O que adianta exportar e deixar o povo aqui pagando caro???? Tudo que é estatal nesse País não funciona, PRIVATIZA a Petrobras e vamos ver como cresce, é o caso da Vale, Telefonica em SP e por ai vai...

Douglas disse...

Temos é que criar uma nova estatal para começarmos a explorar o pré-sal. Tive fontes que me disseram que só 38% ou menso do lucro da petrobras é do governo brasileiro.
Isso é um absurdo tinha q ser 100% brasileiro, mais passando isso para o povo brasileiro q é o verdadeiro dono de onde todos exploram aki no Brasil,e criando uma nova estatal para explorar o pré sal, seria isso e abriria novos postos de trabalho para milhares de brasileiros e assim acarretando novas mudanças no Brasil.
douglas_tjf_rio@hotmail.com

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