CUT organiza protesto nacional contra cortes

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) programou para hoje uma série de manifestações nas capitais e principais cidades do País, no que denominou por Dia Nacional de Luta. O objetivo é reafirmar a defesa dos empregos e salários como prioridade do Brasil durante a crise, e protestar contra setores do empresariado, e políticos, "que se aproveitam do momento para reduzir salários e diminuir direitos", destacou Artur Henrique Silva, presidente da CUT.

Estão previstas mobilizações de rua, passeatas e panfletagens em portas de fábricas e praças públicas "para chamar a atenção da sociedade para a importância do fortalecimento do mercado interno para superar a crise", salientou Silva. Os sindicatos exigem medidas contra demissões e redução de salário, retenção do crédito, taxa básica de juros e spread bancário.

Uma das principais atividades será um ato político programado para às 16h, defronte a sede da Companhia Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro. Segundo comunicado da entidade, a escolha do local deve-se ao fato de a companhia "simbolizar o oportunismo de quem muito lucra e tem muito dinheiro, mas se aproveita do clima de temor para defender demissões e redução de salários."

Na capital paulista haverá mobilização na praça do Patriarca, com o objetivo de abrir um canal de diálogo com o governo de José Serra, "que até agora não fez nada para ajudar na luta contra o desemprego", avaliou o dirigente sindical. Outra grande mobilização programada deve acontecer no período da manhã, em São Bernardo do Campo, coordenada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A intenção, explica Silva, é realizar uma manifestação envolvendo todos os trabalhadores de diversas montadoras, em especial da Volkswagen. Apesar da ligeira recuperação verificada no setor em janeiro, o sindicalista considera que "as montadoras exageraram nas demissões".

Segundo o sindicalista, a análise que as montadoras fizeram da crise teria sido prejudicada "porque parte da imprensa ficou pintando um monstro, e aí as montadoras resolveram paralisar toda a produção". Ele considera a recuperação mostra que há possibilidade de diálogo para a manutenção de empregos no setor. "O reaquecimento é fundamental para retomar empregos".

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