Pirillo quer a cadeira de Sarney. O PT quer dar

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A proposta do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), de criação de uma comissão formada por cinco senadores, que faria as vezes da Mesa Diretora do Senado, criou polêmica no partido. Além de ser rechaçada com veemência pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a quem caberia o papel de "rainha da Inglaterra", a proposta irritou o primeiro vice-presidente do Senado, o tucano Marconi Perillo (GO). "Não posso, em hipótese alguma, concordar com a criação de uma comissão levando em desconsideração a minha pessoa", reagiu Perillo, da cadeira do presidente do Senado. Guerra tentou em vão consertar o estrago causado pela proposta de criação da comissão de "alto nível", como ele mesmo chamou. Argumentou que seria formada por pessoas com qualificação técnica, que não seria uma comissão política.

PT quer dar a cadeira de Sarney para opositor de Lula

Dividida quanto ao apoio ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a bancada do PT não empurrou a definição para o Conselho de Ética do Senado, como queriam alguns governistas e peemedebistas, nem tampouco prestou solidariedade a ele. Depois de cerca de duas horas e meia de reunião que se estendeu até as 23h de ontem, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio presidente pelo PSDB, que ponderou sobre a necessidade de afastamento.

O líder petista Aloizio Mercadante relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem. “Esta comissão vai se integrar à Mesa Diretora de forma complementar, porque o colegiado que compõe a Mesa tem mandato”, observou o líder.

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