The Economist': enfim um acusado preso

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Reportagem na edição desta semana da revista inglesa “The Economist” considerou a prisão do governador afastado do DF, José Roberto Arruda, “incomum em um país onde políticos acusados de corrupção frequentemente nada perdem além de seus mandatos ou sua dignidade — e ainda assim parecem voltar rapidamente”.

“The Economist” citou as fotos do R$ 1,5 milhão encontrado em 2002 no comitê de campanha da então pré-candidata à Presidência Roseana Sarney para dizer que, com frequência, imagens revelam escândalos envolvendo políticos, dinheiro e corrupção. Mas que as filmagens em Brasília tiveram um fim surpreendente — a prisão.

Como exemplo da volta de envolvidos em denúncias à vida pública, a reportagem cita o senador Fernando Collor, que renunciou à Presidência para evitar o impeachment em 1992, e a própria Roseana. Também diz que nenhum dos envolvidos no mensalão do PT — que para a revista “quase destruiu o governo Lula em 2005” — foi preso.

A revista considerou otimista a declaração do presidente do STF, Gilmar Mendes, de que a ação contra Arruda é sinal de que o país está progredindo na luta contra a corrupção na política. “Uma visão mais obscura seria que Arruda era governador de um pequeno estado e representante de um partido, o conservador Democratas, que está decaindo em importância”.

A reportagem termina com uma ironia: “A mais pragmática lição do episódio para inspirar políticos talvez seja checar todos os vasos de plantas, bolsas e móveis em busca de câmeras escondidas antes de lidar com maços de dinheiro”.

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