Cartão elo renasce para atingir baixa renda

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A elo, uma das primeiras bandeiras de crédito do mercado brasileiro, criada e extinta na década de 70 por um pool de 23 bancos, teve o seu renascimento decretado ontem por Bradesco e Banco do Brasil. As instituições se uniram numa nova holding para integrar parte das suas operações de cartões e lançar uma marca genuinamente brasileira, mas com aspirações internacionais. A meta é em cinco anos abocanhar uma fatia de 15% do mercado, mais de 100 milhões de cartões, para uma base estimada em 800 milhões. As sinergias previstas em processamento, compartilhamento de retaguardas e com a economia de royalties pagos à Visa e à MasterCard são de R$ 1 bilhão.




O ponto de partida para o negócio foi o aumento da participação dos dois bancos na Cielo e na Visa Vale, adquirindo as fatias que estavam nas mãos do Santander Espanha. Juntos Bradesco e BB ficaram com 57,3% da Cielo e 90% da Visa Vale. "Seria impossível se não tivéssemos fortalecido o núcleo de controle na maior rede de adquirência no país", comentou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. A escala existente, de mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais credenciados ativos, o fim da excluvidade da Visa com a Cielo a partir de julho e a nova configuração do setor com terminais multibandeiras é que trouxeram viabilidade econômica para o negócio, enumerou. A previsão é de que os primeiros cartões elo sejam emitidos em seis meses, disse o presidente do BB, Aldemir Bendini.

A elo vai reunir ativos de mais de R$ 15 bilhões, somando-se as respectivas participações na Visa Vale e eventuais incorporações de parcerias de "private label" com lojistas. O Bradesco ficará com uma participação de 50,01% e o Banco do Brasil com 49,99%, tornando-a uma empresa de controle privado, mas com gestão compartilhada, como tem preferido o BB em seus negócios recentes. Debaixo dessa empresa não operacional, duas outras holdings estão sendo estruturadas: uma instituição financeira para acomodar algumas parcerias de "private label" e gerir a nova bandeira nacional; e um braço de administração e serviços, que vai absorver as participações na Visa Vale, com os serviços de cartões pré-pagos, além de uma promotora de vendas para oferta da bandeira elo a clientes não bancarizados. Nenhum dos dois bancos vai colocar dentro da elo as respectivas bases de clientes já existentes.

Há planos de transferir para a elo as ações da Cielo detidas pelos bancos, mas tal reestruturação depende da aprovação dos acionistas da credenciadora. O capital em circulação da Cielo no mercado corresponde a 42,7%.

A elo começa a ser credenciada pela Cielo, mas nada impede que outras adquirentes, como a Redecard ou o a GetNet, passem a capturar a nova bandeira, comentou o vice-presidente de cartões e novos negócios do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli. E, apesar de nascer nacional, a marca pode extrapolar as fronteiras e já há até ofertas para isso, acrescentou o diretor da área de cartões do Bradesco, Marcelo Noronha. Outros bancos que operam no país poderiam passar a emitir a bandeira.

Na largada, os cartões elo serão ofertados para clientes de menor renda e que não estão ainda na base de clientes de BB e Bradesco. "Vamos atuar de baixo para cima, o cartão terá uma natureza simplificada, será um genérico do mercado de cartões", resumiu Trabuco. Os orçamentos para expansão da base das bandeiras internacionais também será mantido, assegurou Caffarelli.

Dependendo das contribuições dos dois bancos com parcerias de "private label", pode haver algum aporte de capital pela diferença de valor dessas operações, comentou o diretor de cartões do BB, Denilson Molina.

6 Opinaram:

JBmartins disse...

Vai ser uma boa, mais a elite vai continuar esnobe com o deles, sabe, não se misturam.

Alberto Bilac disse...

Caros do blog,

Leiam o último capítulo da série: A Idade das Trevas. No ar e na rede: O Supremo Sonho Tucano: Transformar o Brasil num Imenso Paraguai!

Anônimo disse...

MUITO BOA A MATERIA, ATÉ QUE EM FIM QUE TEM POUCO PODE COMPRA MELHOR E NÃO DEPEDERA A VIDA INTEIRA DE EMPRESAS LOCAIS.

Anônimo disse...

O Povão gosta é da LOSANGO!!!

Anônimo disse...

adorei A NOVA FUSÃO ,VAI SER OTÍMO PARA A INCLUSÃO SOCIAL E EXPANDIR AS OPERAÇÕES FINANCEIRAS !!!!!!

Anônimo disse...

VIVA LULA VIVA PT!! PAO E CIRCO E MANTENHAM AS BESTAS DOMADAS>>>>>

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