Marina e nanicos impedem final no 1º turno

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Saíram os resultados da pesquisa CNT/Sensus realizada de 31.jul.2010 a 2.ago.2010, com 2 mil eleitores e margem de erro de 2,2 pontos. Como no último levantamento do Ibope da semana passada, Dilma Rousseff (PT) abriu uma vantagem acima da margem de erro sobre José Serra (PSDB). A petista tem 41,6% contra 31,6% do tucano.

O mais relevante a ser mencionado nessa pesquisa Sensus é a consolidação da tendência de polarização entre os dois candidatos à frente --e uma possibilidade real de a disputa terminar no 1º turno. Marina Silva (PV) aparece só com 8,5%. Esse é o patamar em que a candidata verde se encontra há meses. Os outros presidenciáveis de partidos pequenos têm juntos 4,4%. Os nanicos e Marina impedem no cenário atual que a eleição seja resolvida no 1º turno.

Os candidatos de oposição somam juntos 44,5%. Esse percentual é o resultado da soma das taxas de Serra (31,6%), Marina (8,5%) e nanicos (4,4%). Ou seja, hoje a eleição teria o seguinte resultado: Dilma com 41,6% X 44,5% de candidatos de oposição juntos. Iria ao segundo turno --embora, ressalte-se, a diferença de 2,9 pontos percentuais entre Dilma e seus adversários está dentro da margem de erro. É que a margem de erro serve para os dois lados.

Dilma, de acordo com a Sensus, pode estar pontuando de 39,4% a 43,8% (a rigor, a faixa é um pouco mais estreita do que isso, pois a margem máxima de erro de 2,2 pontos vale para quando o candidato tem 50%). Já os nomes de oposição têm, somados, de 42,3% a 46,7%.

Ou seja, em algum momento é possível até existir um cenário no qual Dilma pontue mais (sua taxa máxima de 43,8%) do que todos os seus adversários somados (que poderiam ter até o mínimo de 42,3%). Mas essa afirmação é temerária no momento. Para que essa hipótese se consumasse agora, seria necessário que a petista atigisse o seu ponto mais alto contra o patamar mais baixo de todos os seus concorrentes.

Para a eleição terminar no 1º turno é necessário que um candidato tenha, pelo menos, 50% mais um do que os votos somados de todos os outros concorrentes.

O grande ponto de interrogação daqui para frente é saber se Dilma continua a subir (como já registrado em algumas pesquisas) ou se os candidatos de oposição terão fôlego para estancar esse movimento com o início da temporada de debates (na TV e na internet) e nos 45 dias de propagandas eleitorais no rádio e na TV (a partir de 17 de agosto).Por enquanto, dizem as pesquisas, há uma tendência de crescimento de Dilma.Uol

1 Opinaram:

Anônimo disse...

"Fato inédito, a CNT/Sensus encontrou intenção de voto espontânea maior do que na pergunta estimulada para os nanicos. Soma dos percentuais dos candidatos dos pequenos partidos na espontânea: 7%. Soma dos percentuais dos mesmos candidatos na estimulada: 5%.

A pergunta espontânea é a primeira feita aos entrevistados. Se o eleitor não souber o nome do seu candidato a presidente, não consegue responder. Por isso, invariavelmente os percentuais são menores do que na estimulada, quando o pesquisador mostra os nomes dos candidatos.

Exemplos do próprio Sensus: Dilma tem 30% na espontânea e 42% na estimulada, Serra tem 20% da espontânea e 32% na estimulada. Mas com os nanicos acontece um mistério: eles perdem eleitores de uma pergunta para outra, em vez de ganhar.

Zé Maria (PSTU) sai de 3% na espontânea para 2% na estimulada; Eymael (PSDC), de 2% para menos de 1%; Ivan Pinheiro (PCB), de 1% para quase zero. Ou seja, eleitores que surpreendentemente lembraram de seus nomes sozinhos, ao vê-los no disco mudam de ideia."

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