O bate-boca não tirou férias. Foi para o Twitter

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Os primeiros dias de governo da presidente Dilma Rousseff (PT) criaram uma espécie de terceiro turno das eleições na internet. Se antes eleitores da petista e de José Serra (PSDB) usavam redes sociais como um round na defesa de seus candidatos, agora as provocações em espaços como o Twitter vêm diretamente de políticos. Nas últimas semanas, governistas e opositores dedicaram seus comentários às nomeações e às decisões da presidente. Com o Congresso em recesso, alguns têm usado a internet como palanque para dar seus recados.

Afastado da mídia desde a derrota sofrida para Dilma Rousseff, José Serra voltou a tuitar nos últimos dias e acabou irritando o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. O petista, que havia lhe "agraciado" com um "boa-noite", acabou retirando o cumprimento depois de o tucano criticar o governo federal. Escreveu: "Como eu disse mil vezes, o PT destruiu a Funasa e a Anvisa, com fisiologismo, corrupção e incompetência." Serra retuitou um post do jornalista e humorista Marcelo Tas, que dizia: "Depois do vexame do Enem, agora deu pau no Sisu. Por que não criam um vestibular para entrar no Ministério da Educação?".


Serra ignorou as mensagens do adversário, mas Dutra cutucou, em mensagem direcionada a Serra: "Deve ser por isso que a oposição ganhou a eleição", continuando, como dizem nos meios virtuais, no vácuo. Depois das farpas, Dutra ironizou a repercussão que o desentendimento virtual teve e Serra voltou ao silêncio. O senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes (PSDB), defendeu o colega de partido. "Inacreditável, para o presidente do PT, a vitória eleitoral absolve erros e falcatruas. É o mesmo padrão que se repete", escreveu.


O deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), que concorreu como vice na chapa de Serra, também aproveitou para criticar Dilma."Alô, PT! Outra promessa descumprida: Copom eleva Selic para 11,25% ao ano". No dia 20, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do governo Dilma, a equipe chefiada pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, decidiu elevar a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,5 ponto percentual.



Alfinetada

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ironizou a permanência do ministro da Educação, Fernando Haddad. "Essa bagunça da Educação precisa ter um jeito. Talvez devêssemos estender as férias do ministro, quem sabe por 4 anos", disse. O posto de Haddad, que está com a imagem desgastada pelos sucessivos erros na condução do Exame Nacional do Ensino Médio, foi cobiçado pelo PMDB. O ministro só garantiu a vaga depois de Lula sair em sua defesa.

Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também usou o Twitter para dar palpite no governo de Dilma. Ele contou ter pedido ao presidente do PT a criação de uma secretaria para a proteção da criança, no Ministério da Educação, e aproveitou para dar uma alfinetada: "Se ficar apenas na continuidade do Lula, o governo Dilma pode começar cansado. Sem motivação de novas ideias."Correio

1 Opinaram:

Luciano Mano Negra disse...

Oi Juliana, meu post sobre a nova publicidade golpista da Globo News http://asarvoressaofaceisdeachar.blogspot.com/2011/01/nao-pense-na-cbn-muito-menos-na-globo.html

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