Voto da bancada tucana foi determinante

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A ressalva de só tratar o menor de 18 anos como um criminoso comum se uma junta médica atestar que ele tem plena capacidade de entender o caráter ilícito do ato, inserida no texto por volta das 23h de quarta-feira, foi determinante para assegurar a vitória dos senadores favoráveis à redução da maioridade penal. A condicionante, conforme antecipou este jornal, foi uma proposta do presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). Até que a proposta foi colocada, o PSDB, dono de quatro cadeiras na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava inclinado a votar contra, o que, tendo em vista o placar final apertado, teria garantido a vitória da ala contrária ao substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Com o voto da maioria dos tucanos - a exceção foi a líder da minoria Lúcia Vânia (GO), que acompanhou o voto em separado da senadora Patrícia Saboya (PSB-CE) - a redução da maioridade de 18 para 16 anos foi aprovada. "Realmente perderíamos se não fosse a condicionante. O PSDB votaria contra", reconheceu Demóstenes Torres. Durante o debate, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que, embora a redução da maioridade não seja a única medida capaz de pôr fim à criminalidade no País, a sociedade brasileira está madura para caminhar nessa direção. "Respeito quem defende a oportunidade para que os jovens possam se recuperar. justificou Virgílio. Tasso Jereissati também comemorou o resultado.

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