Mangabeira Unger é pressionado a desistir de nomeação

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A indicação do professor Roberto Mangabeira Unger para ser ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, ainda a ser criada, "subiu no telhado". O problema ganhou corpo com a decisão de Mangabeira Unger de entrar na Justiça norte-americana com uma ação contra a Brasil Telecom, empresa controlada pelos fundos de pensão de estatais, depois de já ter sido nomeado para o cargo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, "nunca morreu de amores" por Mangabeira, agora, "gostaria muito" que ele desistisse do cargo já que entrou em uma "batalha jurídica" com uma empresa considerada estratégica para o governo, depois de já ter sido escolhido e convidado para o cargo.

Tentando justificar o que assessores palacianos chamam de "situação esdrúxula" que ele mesmo criou, Mangabeira Unger enviou ao presidente Lula e ao seu partido, o PRB, uma carta dizendo que não teria movido uma ação contra a Brasil Telecom, mas apenas pediu os honorários que lhe eram devidos para poder cortar os vínculos com a iniciativa privada e assumir o cargo. Mas que, agora, para assumir o ministério "que considera sagrado" abriria mão destes honorários.


Só que o estrago já estava feito porque o Planalto foi informado por meio da própria Brasil Telecom que a ação existe, é pública, e tramita na vara de Massachusetts. "Não conseguimos entender por que ele fez isso", comentou um interlocutor do presidente, ao comentar que ele "criou um problema onde não existia", reacendendo toda a ira dos inúmeros integrantes do próprio governo que eram contrários à sua nomeação. Auxiliares do presidente e petistas não se cansam de lembrar que ele estaria sendo nomeado para o lugar que antes era ocupado por Luiz Gushiken, que caiu exatamente por causa de denúncias feitas por Daniel Dantas, dono do Opportunity, para quem Mangabeira Unger trabalhava

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