Jornalistas são condenados por fraudar aposentadoria

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A Justiça Federal no Rio condenou em março seis jornalistas acusados de obter, por meios fraudulentos, aposentadorias especiais por supostas perseguições políticas ocorridas durante o regime militar (1964-1985).
Três condenados são filhos do dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues (1912-1980): o diagramador Paulo César Santos Rodrigues, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, Maria Lúcia Rodrigues Muller e Sônia Maria Rodrigues Mota. Também acusada, a jornalista Maria do Céu Simões da Silveira foi absolvida.
A juíza Valéria Caldi, da 8ª Vara Federal, condenou Santos Rodrigues, por estelionato, a cinco anos e dez meses de prisão, em regime semi-aberto e ao pagamento de multa no valor de 40 salários mínimos.
Na sentença, a juíza afirma que "a reprovabilidade da sua conduta é grande, na medida em que é pessoa com nível social e cultural acima da média dos brasileiros, oriundo de tradicional família de intelectuais (...) que afirma ter lutado por valores democráticos ao longo do período de ditadura no país, sendo-lhe exigível comportamento totalmente diverso do praticado". Maria Lúcia foi condenada a quatro anos de prisão, também por estelionato, assim como Sylvio de Azevedo Marinho Júnior, Antônio Carlos Batista dos Santos e Léo Malina. A pena de Sônia Maria foi de dois anos e oito meses de prisão, já que ela não chegou a receber a aposentadoria.
O advogado de Santos Rodrigues, Moacir Pereira, disse à Justiça Federal que irá recorrer. Santos Rodrigues oficialmente não foi informado sobre a condenação, por ter endereço desconhecido. Não é, porém, considerado foragido

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