Senador quer subsídio para o biodiesel


O presidente da subcomissão de Biocombustíveis da Comissão de Agricultura do Senado, João Tenório (PSDB-AL), afirmou ontem, em audiência pública, que o governo deveria subsidiar a produção de combustíveis de origem vegetal da mesma forma como ocorreu no início do Proálcool. "Caso contrário, vamos ficar patinando. Será impossível dar velocidade à produção de biodiesel para atender a demanda necessária", disse Tenório, dono de usinas em Alagoas.

Tenório afirmou que à época da implantação do Proálcool os produtores não conseguiam competir com o petróleo e lembrou que os biocombustíveis reduzem as desigualdades regionais. "Não podemos continuar com a concentração industrial nas regiões do centro-sul, Centro-Oeste e Sudeste".

Os subsídios à produção de etanol no Nordeste, suspensos pelo governo, custavam apenas R$ 250 milhões ao governo, informou. "Graças a esses subsídios, o Nordeste chegou a produzir 71 milhões de toneladas de cana, quando São Paulo produzia 70 milhões. Hoje, o centro-sul produz 400 milhões e o Nordeste, 50 milhões". O custo de produção no Nordeste é mais alto em razão de condições de relevo e clima. Ele comparou o subsídio à cana aos gastos federais com a produção industrial da Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a área industrial só existe porque a União concede R$ 6,5 bilhões anuais em renúncia fiscal. "Esse incentivo é importante e necessário para o desenvolvimento de outras regiões pobres", disse

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