Varejo de São Paulo tem o melhor Natal em dez anos

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Os consumidores não pouparam neste Natal e as expectativas de maior crescimento das vendas em relação ao ano passado se confirmaram. O Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio registrou alta de 9,9% nas vendas em todo o país no período de 21 a 23 de dezembro, comparado a 2006. Na cidade de São Paulo, o crescimento foi ainda maior, de 12,8%, sob a mesma comparação. Segundo os técnicos da Serasa, o movimento registrado pode ser considerado bom, já que o crescimento veio sobre uma base forte. Em 2006, a alta das vendas no fim de semana do Natal foi de 9%.

Os resultados do varejo paulistano dos dias 1º a 25 de dezembro já garantem que este é o melhor Natal em vendas dos últimos dez anos, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A alta no movimento das vendas no período foi de 7,9%, de acordo com levantamento da entidade baseado nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e ao UseCheque. "O crescimento supera com folga os últimos anos, mesmo que o movimento enfraqueça até o fim do mês", diz o economista da ACSP Emílio Alfieri. É o quarto ano consecutivo de alta nas vendas de Natal em São Paulo. Entre os fatores que mais contribuíram em 2007, Alfieri destaca o maior volume de crédito, a queda de juros em relação a 2006 e o dólar barato.

A recuperação da massa salarial também influenciou, segundo o economista. Diferente do ano passado, quando as consultas ao UseCheque na capital paulista - que representam compras de baixo valor - foram mais representativas na alta das vendas, em 2007 esse resultado foi dividido. A venda de itens mais caros, representada pelas consultas ao SCPC, tiveram crescimento de 7,7%, próximo ao resultado dos produtos de baixo valor, de 8,1%.

Entre os produtos de maior valor, os eletroeletrônicos foram a grande aposta do varejo para o Natal. No Sul, uma das maiores varejistas de eletroeletrônicos do país, a Lojas Colombo, apurou alta de 8% no faturamento de dezembro até o Natal em comparação com o mesmo período de 2006. Em volume, a expansão das vendas de fim de ano foi bem maior, mas os produtos preferidos pelos consumidores em 2007 - televisores LCD, DVDs, computadores e câmeras digitais - tiveram reduções de preços de até 50% nos últimos 12 meses, diz o diretor-comercial da rede, Arnildo Heimerdinger. "Um televisor LCD de 32 polegadas que custava R$ 3,9 mil em dezembro do ano passado agora foi vendido por R$ 2 mil", relata.

O aumento da participação dos televisores LCD, equipamentos de informática, DVDs e câmeras digitais sobre o total das vendas, mesmo com preços menores, aumentou o tíquete médio neste Natal. De acordo com Heimerdinger, a alta ficou em torno de 5% a 6%, para cerca de R$ 400.

Os shopping centers também sentiram o aumento nas compras e registraram alta entre 10% e 12% nas vendas de Natal, de acordo com estimativa da Associação Brasileiras de Lojistas de Shopping (Alshop). Segundo a entidade, os shopping centers do país deverão fechar o ano com uma receita de R$ 68,4 bilhões, 13,43% acima do valor de 2006. Entre os produtos que mais cresceram neste ano estão os eletrodomésticos e eletroeletrônicos (20%), os produtos de linha branca - geladeiras, fogões, lavadoras e microondas - (20%) e os vestuário (18%).

Segundo dados da Câmara de Diretores Lojistas de Belo Horizonte, o Natal injetou cerca de R$ 1,96 bilhão na economia da cidade. A entidade ainda não tem um levantamento fechado, mas no acumulado do período, a avaliação dos lojistas é satisfatória. Na Eskala, loja de roupas, as vendas do Natal ficaram entre 30% e 40% maiores que as de 2006, segundo a subgerente, Juliana Rezende. A loja contratou 20 funcionários temporários para trabalhar no fim de ano, o dobro do ano passado. Para o presidente da CDL, Roberto Alfeu, o comércio varejista de Belo Horizonte deve fechar 2007 com alta entre 5,5% e 6,5% em relação a 2006, o que significará R$ 17,5 bilhões em vendas.


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